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Cidade | Edição #429 - 26/10/2015

Bairro que de Laranjeiras só tem o nome

Aposentado, Luiz Gonzaga Mateus, 82, vive no bairro há 26 anos, sendo um dos pioneiros na região norte de Maringá

Bruna Gabriel
Bruna Gabriel

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Relaxado na cadeira de casa, seo Luiz relembra o passado

Relaxado na cadeira de casa, seo Luiz relembra o passado

Luiz e Dona Maria

Luiz e Dona Maria

Quem vai ao Parque das Laranjeiras em Maringá, região norte, surpreende-se ao perceber que de Laranjeiras o bairro só tem o nome. Com um sorriso cativante, relaxado em uma cadeira está o Luiz Gonzaga Mateus que, com 82 anos, não deixa a alegria e o bom humor de lado.

Vindo de São Manoel (SP), aposentado, seo Luiz mora com a mulher, Maria Rodrigues da Silva. O casal é o pioneiro no bairro que existe há quase 30 anos. Eles são casados há 32 anos. Seo Luiz conta que quando se mudaram para lá nem deu vontade de descarregar a mudança, somente voltar para trás. Era um sítio, só tinha a casa deles e de outra vizinha, a Cleuza Helena G. Leposiano, 62. Logo que se instalaram a geladeira queimou. O bairro não era asfaltado e havia muito barro nas ruas.

Para ir trabalhar, ele tinha de usar uma sacolinha no pé, pois o ponto de ônibus ficava longe da casa onde moravam. Para ir ao mercado era complicado. “Quando mudamos aqui, tinha que fazer compra em Mandaguari [Distante 29,9 km de Maringá], eram cavalo e carroça daqui lá, fazia compra por dois meses”, diz seo Luiz.

“As vacas nem pediam licença, chegavam e iam entrando”

Além disso, havia as vacas que invadiam o quintal da casa dele e da Dona Maria. Os dois não sabiam de onde vinham os animais, mas comiam tudo o que plantavam. “As vacas cansaram de invadir a casa da gente. Acordava à noite com o barulho das vacas, elas nem pediam licença, chegavam e iam entrando”, conta Dona Maria.

Seo Luiz conta que o bairro cresceu muito rápido, mas demorou mais de cinco anos para o asfalto chegar. Por isso, continuavam colocando a sacolinha no pé, entravam no ônibus e a retiravam toda suja de barro. Detalhe, com crianças que nem ligavam para a sujeira.

A vizinhança era boa, não tinha o que reclamar. “Seo Luiz é como um irmão, nunca deu o que falar, é uma amizade grande”, diz Cleuza a vizinha mais antiga.

A família dele era formada por treze irmãos, os que ainda vivem não se separam, mesmo com a distância. Todos os domingos estão reunidos.“Não chegam e nem saem sem cumprimentar, tem que dar a mão” diz seo Luiz.

 

 

 

 

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