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Literatura | Edição #425 - 14/09/2015

Que, como música, toque nossos corações

Quando a gente ama é claro que... a gente vê o mundo com outros olhos, o sorriso vem fácil e cantar é bem mais gostoso

Pedro Henrique Solheid
Aluno de Jornalismo

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Fotomontagem: Pedro Henrique Solheid

Fotomontagem: Pedro Henrique Solheid

Ainda é segunda, sete da manhã, quanto tempo será que demora até o próximo fim de semana? Caminhando contra o vento. Chego ao ponto de ônibus onde nos conhecemos. Meu pensamento voa de encontro ao teu. Penso que, se eu estou aqui é por acaso… e pra te ver passar. Sei que hoje você não vem. Mas como é lindo o dia, como são alegres as pessoas, nada destoa da harmonia em meu coração. Que poder tem o bom humor de uma pessoa apaixonada. Não nos damos conta, mas tudo é mais colorido, mais bonito. Tudo vira música.

Sem preconceitos, sem estereótipos. Apenas amar. Envelhecer querendo te abraçar

Lembro-me, nostálgico, de como começou, uma cantada barata e um sorriso tímido cercado de rubor. Espero que o tempo voe, espero que a semana acabe, pra que eu possa te ver de novo. Pego meu ônibus, desejo bom dia ao motorista e aos desconhecidos que, diariamente, ocupam os mesmos lugares. Distribuo sorrisos. Que o mundo sinta o prazer de amar. Amar não necessariamente uma única pessoa. Amar a vida, amar a todos, amar a igualdade, amar as diferenças. Sem preconceitos, sem estereótipos. Apenas amar. Envelhecer querendo te abraçar.

Tem gente que, de tão especial, merecia virar verbo. Daquelas que se quiserem morar na China, aprendemos mandarim. “Caetanear”, “Djavanear”, até um tal jogador de futebol sueco, li num jornal dia desses, virou verbo no país onde nasceu. Por que não “Renatear”? “Luanear”? “Guilhermear”? E que cada um dê o significado que bem entender ao seu neologismo amoroso. Algo muito bom, como acordar num feriado, com o cheiro do café da manhã na cama, em Paris.

Desço do ônibus ainda sob o torpor de meus devaneios. Tomado por uma fé súbita na humanidade. E ando com fé, pois a fé não costuma falhar. Sem dúvida se me perguntarem, hoje, sobre a vida, eu fico com a pureza da resposta das crianças: “é a vida, é bonita e é bonita!”.

E antes de me concentrar nos afazeres do dia, atrevo-me a discordar de um dos grandes nomes da música brasileira, Tim Maia. Vale tudo sim, Tim, mas vale tudo mesmo, homem com homem, mulher com mulher. O que importa é o sentimento. Seja pelas Carolinas, Anna Júlias ou por um negão de tirar o chapéu. Amor é tudo isso. Pode ser o que você quer ou o que eu tenho pra te dar. Uma vida inteira pra viver ou um só segundo pra lembrar.

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