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Economia | Edição #424 - 08/09/2015

Agronegócio, uma novela surpreendente

Cada capítulo revela mudanças no cenário agropecuário, com preços das commodities agrícolas subindo e descendo

Mateus Girotto
Aluno de Jornalismo

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Foto: André Gesualdo

Foto: André Gesualdo

Com variações na bolsa de valores e a recente disparada do dólar, o cenário no agronegócio brasileiro, especificamente nas commodities (mercadorias) agrícolas, tem colocado os produtores rurais em estado de atenção dobrada. Em consequência das oscilações no câmbio e bolsa de valores, os preços dos produtos sofrem significativas alterações nas lousas de comercialização das cooperativas e empresas agrícolas. Vale ressaltar, que a situação das lavouras americanas também influencia nessas comercializações.

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, comentou que a disparada da moeda americana tem efeitos opostos. Para os produtores da soja, por exemplo, a valorização é positiva. Já para os produtores de açúcar os efeitos não são agradáveis. Isso significa que para os grãos, grande parte da demanda brasileira é exportada e a valorização do dólar corrige a queda nos preços. Essa é uma jogada de cálculos entre a bolsa de valores (na unidade de peso em bushel para cada produto) e o câmbio (valor do dólar), que na maioria das vezes não é observada pelos agricultores.

Reprodução: TV Cooperado Cocamar

Reprodução: TV Cooperado Cocamar

Enquanto alguns produtores rurais não se preocupam com o clima das negociações e comercializações de produtos agrícolas no exterior, outros, com visão de futuro, acompanham os relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA sigla em inglês) que prevê a safra americana não sendo as melhores, além de procurar diariamente as cooperativas para se informar sobre o mercado.

Com todas essas informações os agricultores se prepararam para a safra de soja 2015/2016. É o que apontam os levantamentos do Estadão Conteúdo publicados pelo Canal Rural, comparando a venda antecipada da soja em 2014, que neste mesmo período não passou de 10%. Já este ano as negociações para a próxima safra, cujo plantio ainda não chegou ao campo, chegam a 30%.

Disparada da moeda americana tem efeitos opostos para grãos e açúcar

Aos que se atentam às oscilações de mercado e acompanham com frequência as movimentações, a safra sempre será produtiva. Na atual situação, alguns produtores rurais de grãos no Paraná absorveram as informações dos boletins de agronegócio e chegaram a contratar a soja para o próximo ano em R$70 a saca. Preço que pagará os custos, proporcionando uma boa margem de lucro.

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