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Política | Edição #423 - 31/08/2015

É preciso salvar as rádios e TV Cultura

Má administração e desinteresse do governo seriam alguns motivos que levam ao fim da emissora “cada vez mais pública”

Ademir Freitas
Aluno de Jornalismo

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“Quero a TV Cultura viva” é o slogan da campanha na internet (Imagem: Reprodução)

“Quero a TV Cultura viva” é o slogan da campanha na internet
(Imagem: Reprodução)

Nos últimos anos, mais de 2 mil funcionários foram demitidos da Fundação Padre Anchieta, responsável pelas rádios Cultura AM e FM e TV Cultura de São Paulo. Além disso, 30 milhões de telespectadores foram privados do sinal da emissora e diversos programas estão sendo extintos, evidenciando o processo de desmonte e terceirização da programação do melhor canal público e educativo do país.

A emissora, fundada na década de 60, tornou-se uma forte rede de televisão educativa no Brasil e, no ano passado, conquistou o título de segunda melhor programação do mundo, segundo pesquisas do instituto britânico Populus, atrás apenas da BBC One. Contudo, nos últimos cinco anos, a capacidade produtiva da emissora foi praticamente extinta, perdendo audiência e o protagonismo entre as empresas públicas de comunicação do país. Como consequência, artistas e funcionários estão convocando espectadores a participarem de uma petição online que será encaminhada ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ao atual presidente da emissora pública, Marcos Mendonça, e ao conselho curador do canal.

Enquanto jornalistas desocupam lugares, a programação é tomada por reprises

Os principais motivos que levaram a tal situação são três: má administração, desinteresse do governo pela fundação e desfoque dos objetivos primordiais de uma emissora educativa, permitindo a participação de meios de comunicação privados, como a Folha de S. Paulo e tal. Além disso, no início do ano, a participação do PSDB (Partido da Social Democraria Brasileira) partidarizou diversos programas, o caso mais grotesco foi o “Roda Viva”, apresentado por Augusto Nunes. Hoje, o objetivo dos tucanos é esvaziar a emissora e continuar degradando o conteúdo educativo que ainda resta.

A fundação afirma que as demissões ocorreram por causa do atual quadro econômico do país. No entanto, o saldo geral é preocupante: enquanto jornalistas desocupam lugares, a programação é tomada por reprises, seja de material próprio ou terceirizado. A nossa TV Cultura precisa urgentemente de mudanças que lhe traga recursos e resgate o papel de excelência. É preciso que a instituição volte a ser uma emissora pública e não escancaradamente propagandista. Extinguir a participação de empresas privadas e olhar inovador na criação de conteúdo podem ser o recomeço de uma nova etapa.

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