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Cidade | Edição #415 - 01/06/2015

Um Coronel nada comum na Vila Bosque

Casal de aposentados, com apreço por animais de pena, cria um “ganso-de-guarda” na região central de Maringá

Pedro Henrique Solheid
Aluno de Jornalismo

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Quem caminha pela Vila Bosque, região central de Maringá, de longe consegue escutar o som estridente do grasnar de um animal de estimação um tanto quanto peculiar. Leonice Santana Amario, 63, resolveu levar a sério o nome do bairro em que vive, há quase 50 anos, e passou a criar um ganso, chamado Coronel, no quintal de casa.

Aposentada, dona Leonice mora com o marido, Adalberto Amario, 73, e a neta, Lais Giulia Marino Amario, 14, e quem garante a segurança da casa é a ave, que logo alerta quando algum estranho se aproxima. O casal conta que nunca gostou de cachorro, nem de gato, que fazem muita sujeira, por isso sempre optou por animais de pena. Primeiro galinhas, depois papagaios, patos, até chegar, há mais ou menos um ano, no ganso.

Ele não me deixava sair da casa, até bicou minha perna quando tentei passar

Coronel é tratado como parte da família e zela primorosamente pelo território deles. Até as pombinhas que se arriscam a assaltar o pote de comida acabam expulsas sem demora. Os gansos têm por instinto proteger e cuidar do local onde vivem, por isso são comprovadamente ótimos vigias.

Ganso Coronel, sempre alerta contra intrusos no quintal (Foto: Pedro Henrique Solheid)

Ganso Coronel, sempre alerta contra intrusos no quintal
(Foto: Pedro Henrique Solheid)

O animal é rigoroso também com a rotina: todos os dias, antes de amanhecer, se posiciona em frente à janela do quarto onde dormem os donos e “grita” até seo Adalberto levantar para lhe dar uma espiga de milho. Há uma relação muito estreita entre os dois. Quando o dono quer sair de carro, Coronel fica parado na frente do veículo bloqueando a passagem e até tenta correr atrás do carro se o portão fica aberto.

A relação é boa também com a neta, Lais. “Quando a gente vai estender a roupa no varal, ele [Coronel] pensa que estamos brincando com ele. É um animal muito brincalhão, não tem medo de nada”, conta ela.

Já com as visitas não da para dizer o mesmo. Maria Goreti Perondi, 62, é amiga da família e afirma já ter sido atacada pela ave. “Ele não me deixava sair da casa, até bicou minha perna quando tentei passar.”

Dona Leonice admira a sintonia que existe entre o marido e o animal. Ela diz que Coronel gosta de ficar sempre perto do dono, reconhece a voz e a respiração dele e responde “gritando”. Seo Adalberto já planeja até um passeio de coleira com Coronel, pelo bosque, um dia desses.

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