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Economia | Edição #416 - 08/06/2015

Tese sai do lixo e vira realidade na UEM

Programa de coleta de resíduos dos laboratórios, presente na Universidade Estadual de Maringá, durou 10 anos

Matheus Torrezan
Aluno de Jornalismo

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Em uma rua tranquila do bairro universitário, localizado na região central de Maringá, mora Marlene Bobbie, 57, aposentada da UEM (Universidade Estadual de Maringá). A partir do plano de carreira ela conseguiu fazer pós-graduação fora da universidade, em 1999.  O objetivo era desenvolver um projeto para ser aplicado na UEM.

Marlene conta que na época foi para São Paulo. Fez a pós-graduação em três instituições: Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Unesp ( Universidade Estadual Paulista) e USP (Universidade de São Paulo).  Os estudos a fizeram enxergar soluções para um problema visível na universidade, a falta de gerenciamento de resíduos impactantes, principalmente dos laboratórios.

Nessa época, Marlene elaborou a tese de doutorado sobre o reaproveitamento de resíduos e trabalhou com a coleta de esgoto da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Também fez experimentos de campo, agricultura, plantio de milho e impacto ambiental de um esgoto industrial.

Com o termino desses experimentos, concluiu que essa matéria orgânica poderia ser diluída com outros produtos em menor quantidade, para que os materiais pesados provenientes do esgoto ficassem em uma faixa, aprovada pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná).

Nessa mesma época,  conta que estava sendo implantado projeto semelhante na Unicamp, o qual acompanhou durante todo o processo de implantação. Após quatro anos ela retornou a Maringá, quando conseguiu implantar na UEM, em 2003, um programa ligado à reitoria denominado Pró-Resíduos.

O programa foi responsável pela organização da gestão de resíduos dentro do campus. A partir disso, era coletado o que dava para ser utilizado e o que não dava; outra empresa terceirizada realizava o tratamento. Depois de três meses, a então técnica ambiental Alice Machado Fraga, 61, entrou no programa. Ela conta que gostava do que fazia na época, não era estressante, e sim tranquilo.

O projeto durou até 2013 na UEM. Marlene e Alice resolveram se aposentar, mas depois de algum tempo decidiram abrir a Eco Mil, empresa que faz reciclagem em parceria com uma empresa de cópias.

Investimento inicial foi batido já no primeiro mês de existência da empresa

Hoje as empreendedoras produzem papel e outros produtos reciclados para universidades e o público em geral, com produção de mais de 300 peças por mês. Marlene conta que o investimento inicial foi batido já no primeiro mês de existência da empresa.

Marlene Bobbie (esq.) e Alice Fraga na mesa de trabalho

Marlene Bobbie (esq.) e Alice Fraga na mesa de trabalho (Foto: Matheus Torrezan)

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