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Educação | Edição #419 - 29/06/2015

Senciência animal em falta nos humanos

Estudos comprovam que animais são capazes de sentir alegria ou sofrimento; atitudes demonstram que algumas pessoas não

Pedro Henrique Solheid
Aluno de Jornalismo

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Lina pode até não ter raça definida, mas tem sentimentos  (Foto: Pedro Henrique Solheid)

Lina pode até não ter raça definida, mas tem sentimentos
(Foto: Pedro Henrique Solheid)

Basta uma volta rápida em qualquer rua para que se note um animal abandonado. Na realidade, essa situação está tão banalizada que a maioria das pessoas não perceberia o problema em um passeio casual. Todos veem o “vira-lata”, poucos notam, e quase ninguém toma uma atitude a respeito.

Desde 2012 cientistas afirmam a existência de consciência nos animais, sendo eles, portanto, capazes de sofrer. Reconhecida a existência dessa capacidade pela ciência (qualquer pessoa que já teve um bichinho de estimação já sabia disso), torna-se, no mínimo, imoral que um ser-humano cause, voluntariamente ou não, qualquer tipo de dor a outro ser.

Todos veem o “vira-lata”, poucos notam, e quase ninguém toma uma atitude a respeito

Segundo a constituição da maioria dos países, os animais são considerados “bens móveis” dos homens, porém, alguns, como a Argentina e a França, já alteraram para “sujeitos do direito”, ou seja, perante a lei, eles deixam de ser propriedade e atingem status de igualdade em relação às pessoas.

O Brasil, assim como todos os demais países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), é signatário da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada na Bélgica em 1978. Essa declaração conta com 14 artigos que objetivam proteger todo tipo de animal, silvestre ou doméstico.

Como se não bastasse, há ainda o Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais – Lei 9605/98, na Constituição brasileira, que prevê pena de três meses a um ano de detenção e multa para quem pratica maus-tratos, de qualquer tipo, a animais.

No entanto, mesmo com tantas medidas, ainda é absurda a quantidade de pessoas que cometem atrocidades contra os bichinhos de estimação. O principal motivo é que um filhote em uma vitrine é sempre irresistível, mas quando ele cresce um pouco, faz sujeira por todo canto, destrói a casa inteira e torna-se um problema, o dono simplesmente o descarta.

Faz-se necessária uma campanha educacional, que realmente incuta na sociedade a cultura da responsabilidade e do respeito pelos animais. Castração, preferência pela adoção e denúncia de maus-tratos, são atitudes que podem diminuir a quantidade de “peludinhos” abandonados nas ruas. Senciência é, por definição, uma característica não-humana, porém, assim como o bom-senso, todos deveríamos ter.

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