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Cidade | Edição #417 - 15/06/2015

Paixão pelo Verdão dá cor a panificadora

Na Vila Operária, irmãos fanáticos pelo Palmeiras pintam e decoram padaria nas cores do time do coração

Pedro Henrique Solheid
Aluno de Jornalismo

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Que a Vila Operária, região central de Maringá, é um dos bairros mais antigos da cidade muita gente sabe. O que poucos conhecem é que, mais antigo que o bairro é o amor da família Ticianel pelo Palmeiras. De longe se enxerga o verde da fachada e o escudo do time pintado na parede da padaria “Kipão”. Os donos, Mauro Ticianel, 50, e Evaldo Ricieri Ticianel, 60, contam que a tradição alvi-verde vem de longa data.

Vê-se da esq. para a dir.: Tiririca, Mauro, Giovana e Evaldo

Vê-se da esq. para a dir.: Tiririca, Mauro, Giovana e Evaldo

“Meus avós paternos eram italianos. Eu me lembro que, quando era criança, eles ouviam os jogos do Palmeiras no rádio, minha avó sabia o nome de todos os jogadores. Daí veio a paixão da família”, conta Evaldo, o quarto dos sete irmãos palmeirenses.

A família se mudou para a Vila Operária em 1964 e vendia pão nas ruas, de carroça, até conseguirem, em 1974, comprar o lugar onde abriram a padaria e estão até hoje. Sem nunca deixar de expressar o amor pelo time do coração, as paredes são todas pintadas de verde, a decoração é estilizada, tem relógio do clube e até um escudo pintado na parede, atrás do balcão.

Minha avó sabia o nome de todos os jogadores. Daí veio a paixão da família

E esse amor não parou na terceira geração da família. A filha de Mauro, Giovana França Ticianel, 17, estudante e campeã brasileira de kickboxing, também se diz palmeirense apaixonada, acompanha os jogos e reconhece que foi influenciada pelo pai e pelos tios.

Mauro se lembra de algumas histórias que viveram em dias de jogo do Verdão na padaria. Ele conta que um amigo da família, ao comemorar um título, sacou um revólver e atirou duas vezes para cima, já que não tinha comprado fogos de artifício.

A padaria, que funciona também como lanchonete e mercearia, atrai clientes de todos os tipos. Os donos dizem que nunca sofreram preconceito por parte dos torcedores de outros times. Os palmeirenses elogiam e apoiam o cenário, enquanto os rivais fazem piadas e tiram sarro. O alagoano Wilson Jorge da Silva, 58, conhecido no bairro por Tiririca, mora em Maringá e é cliente há 15 anos. “Eles sempre foram palmeirenses e eu também, por isso gosto tanto do lugar”, disse ele enquanto um amigo corintiano mostrava a tatuagem de gavião no braço.

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