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Crítica de Mídia | Edição #417 - 15/06/2015

Aumente a informação e diminua a opinião

Para o bom jornalismo não é preciso colocar-se contra ou a favor de alguém, basta transmitir a notícia de forma objetiva

Bruna Gabriel
Bruna Gabriel

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(Foto: Reprodução/Programa Pinga Fogo na TV)

(Foto: Reprodução/Programa Pinga Fogo na TV)

O programa Pinga Fogo na TV, atualmente sob o comando de Juliano Pinga Fogo, que assumiu após a morte do pai, Benedito Pinga Fogo, é um bom exemplo disso. O telejornal vai ao ar ao meio-dia e aborda os assuntos de maneira informal, com linguagem popular e bem acessível à massa.

No entanto, a forma como programa é desenvolvido deixa a desejar. O sensacionalismo dos tempos de Benedito Pinga Fogo ainda é muito presente e pouco recomendável para o horário em que é exibido, no horário de almoço, quando crianças também têm acesso a esse conteúdo.

O apresentador, que já frequentou os bancos de uma faculdade de jornalismo, opina sobre todo o conteúdo do telejornal, mesmo sabendo que seria muito mais coerente manter neutralidade em relação aos fatos apresentados. Por ser um jornal local e conhecido, a informação transmitida por Juliano Pinga Fogo atinge em cheio o público, mas , ao contrário do que se deveria esperar, induz os telespectadores a uma visão crítica que não lhes pertence.  Uma pena, para um programa de tamanha abrangência.

O programa construiu audiência pela forma como aborda a notícia, mas se perde no sensacionalismo

Permanecer imparcial diante dos acontecimentos permite ao receptor da mensagem construir as próprias conclusões. Se o jornal Pinga Fogo na TV adotasse esse método, poderia atrair novos públicos, apenas focando na informação.

O programa construiu audiência pela forma como aborda a notícia, linguagem clara, direta, que leva em consideração o público alvo. Mas se perde no sensacionalismo e juízo de valor que em nada contribuem para a notícia. Também escorrega ao referir-se aos repórteres por apelidos em vez de nomes. A seriedade e credibilidade de um jornal dependem da confiança que o indivíduo atribui ao produto. Não é o que se vê na prática de Pinga Fogo na TV.

Márcia Franz Amaral, no livro Jornalismo Popular (2006), diz que o “sensacionalismo tem servido para caracterizar inúmeras estratégias da mídia em geral, como a superposição do interesse publico, a exploração do sofrimento humano; a simplificação, a deformação; a banalização da violência, da sexualidade e do consumo; a ridicularizarão das pessoas humildes; o mau gosto; a ocultação dos fatos públicos relevantes; a fragmentação e descontextualizarão do fato; os prejulgamentos e a invasão de privacidade de tanto de pessoas pobres e como de celebridades”.

Métodos para o jornalismo comprometido com os cidadãos existem, basta que se aproveite a oportunidade, a audiência que já tem, e transforme algo fazendo a diferença.

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