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Crítica de Mídia | Edição #412 - 11/05/2015

Jornalismo esportivo e sensacionalista

Com cobertura voltada quase inteiramente ao futebol masculino, os portais sobre esporte na internet apelam para a fofoca

Larissa Bezerra
Aluna de Jornalismo

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Notícias em sites esportivos que não têm a mínima relevância (Imagem: reprodução)

Notícias em sites esportivos que não têm a mínima relevância
(Imagem: reprodução)

Não é raro que os interessados por esporte procurem nos portais os resultados de jogos que não conseguiram ver e encontrem em vez disso, que um atleta do seu time terminou o romance com a namorada e talvez por isso não tenha jogado bem.

Se a notícia não for sobre futebol masculino é pior ainda. Provavelmente o leitor terá que buscar em sites internacionais.

Jornalismo é jornalismo, seja na cobertura de política, economia, cultura ou esportes, mas os profissionais da área que atuam na internet têm tratado a cobertura esportiva como entretenimento.

É preciso construir boas histórias e priorizar a informação, não importa a área

Imitando os jornais sensacionalistas ingleses, curiosidades e deslizes da vida pessoal dos atletas acabam se tronando muito mais importantes do que informações relevantes para o público.

Mesmo quando o conteúdo tem informação, a maioria não passa de dados como tabelas de jogos, resultados etc. Nisso, perdemos assuntos essenciais que deveriam estar em pauta, como corrupção nas federações esportivas, condições horríveis de meninos e meninas das categorias de base dos clubes, entre outros.

O jornalista Paulo Vinícius Coelho (PVC), no livro Jornalismo Esportivo, diz que todo mundo já viu futebol algum dia e são poucos, inclusive jornalistas, que sabem que fora desse universo existem outras modalidades com várias histórias sociais e de vida que podem ser inspiradoras.

PVC diz também que é preciso construir boas histórias e priorizar a informação, porque a síntese da profissão é apurar informações inéditas e construir reportagens corretas, não importa em que área.

Apesar de não ser jornalismo “verdadeiro”, por não visar o interesse público, nada impede que os portais, para ganhar acesso dos curiosos, tratem da vida pessoal dos atletas. Porém, em respeito ao leitor interessado em esporte, de fato, e para o bem do bom jornalismo, deveriam, no mínimo, fazer uma divisão entre o que é notícia e o que é entretenimento, como já existe em alguns grandes sites de notícias como o Globo.com. Assim, o público consegue se informar melhor e o jornal ganha credibilidade.

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