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Cidade | Edição #411 - 04/05/2015

Haitiano procura oportunidades no Brasil

Samuel Christophe descobre na tragédia o recomeço da vida e da vontade de ajudar os outros por meio da educação

Maria Eduarda Martins
Aluna de Jornalismo

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Christophe em frente a casa onde mora, no Vila Esperança (Foto: Maria Eduarda Martins)

Christophe em frente a casa onde mora, no Vila Esperança (Foto: Maria Eduarda Martins)

No dia 12 janeiro de 2010, um forte terremoto destruiu a capital Porto Príncipe, no Haiti, e mudou a vida de diversos haitianos, dentre os quais Samuel Christophe, 27 anos. Assim como a cidade, a economia também foi devastada, pois muito da riqueza do país se concentrava na capital. Muitos haitianos migraram para o Brasil em busca de melhores oportunidades. Christophe é um deles e, hoje, é morador da Vila Esperança, região norte de Maringá.  “Para o governo brasileiro ajudar o povo haitiano, deixou que algumas pessoas entrassem para conseguir trabalhar e ajudar as famílias que ficaram no Haiti”, diz ele.

Christophe nasceu em uma família de camponeses e sempre esteve em contato com organizações sociais. Em 2010, veio pela primeira vez ao Brasil por meio de um intercâmbio de formação em Agroecologia pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), retornou à terra natal e trabalhou durante um ano em uma organização chamada RPM (Rally de camponeses de Milot), projeto social que ajudava as pessoas a cuidarem da terra. Em 2013, resolveu voltar para o Brasil para trabalhar e estudar. “Eu acho o Brasil um país você pode trabalhar definitivamente. Talvez você possa aproveitar e com o seu dinheiro conseguir estudar”, afirma.

Quero ajudar o povo, os camponeses, as crianças e as pessoas idosas ”


O haitiano, que no momento trabalha como garçom em um restaurante, já fez de tudo um pouco. Fez curso hotelaria e turismo, de agroecologia, de eletricista e diz que foi com os cursos e com as pessoas que conseguiu aprender o português ainda arrastado. Sonha estudar relações internacionais, sociologia e ciências políticas. “Eu sou de humanas”, brinca.

Garry Joseph, anos, amigo de infância de Christophe, também veio para o Brasil em busca de melhores condições de vida. “Ele [Christophe] foi muito bom para mim, foi ele quem me recebeu aqui em Maringá. É uma pessoa aberta para todos, sempre o elogio. Para mim, ele é um líder”, diz ele.

Apesar de a língua materna ser crioulo haitiano, Christophe está familiarizado com uma palavra bem brasileira: saudade. No Haiti ficou a família dele, os amigos, a organização em que trabalhava e mais, todos os costumes de uma vida inteira, a sua cultura. Segundo ele, os brasileiros são mais abertos no amor e que tem medo de beijar na rua como as pessoas fazem aqui, mas diz já estar quase acostumado com o jeito brasileiro. Um dia pretende voltar para o Haiti e dar o seu apoio pelo país. “Quero ajudar o povo, os camponeses, as crianças e as pessoas idosas. É meu sonho.”

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