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Crítica de Mídia | Edição #414 - 25/05/2015

Falhas jornalísticas, um recorde a ser vencido

Com poucas informações, veículos de comunicação acabam iludindo o grande público com notícias mal apuradas

Alessandro Alves
Aluno de Jornalismo

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Fotomontagem/ Alessandro Alves

Fotomontagem/ Alessandro Alves

Embora os meios de comunicação estejam cientes da necessidade de apurar os fatos, alguns veículos conhecidos nacionalmente, ainda deixam a desejar no quesito apuração de notícias e acabam divulgando poucos detalhes sobre determinados acontecimentos. Se compararmos um vídeo divulgado no dia 5 deste mês pelas emissoras de TV Globo e Record, facilmente percebemos falhas na apuração em ambas.

O vídeo mostra uma briga entre guardas de trânsito com um motorista, após a aplicação de uma multa, no interior de São Paulo. As respectivas emissoras dão enfoques totalmente diferentes sobre o ocorrido.

A Globo, no telejornal Bom Dia Brasil, não trouxe muitas informações, apenas mostrou o vídeo. Só por meio do portal G1 (Bauru e Marília), a emissora publicou reportagem com mais informações sobre o fato. Já a equipe do Fala Brasil, da Record, mostrou o vídeo e publicou no portal R7 uma pequena nota com apenas três linhas.

A agilidade é requisito de qualidade, mas não encarna valores por si só

Ou as informações relevantes estão perdendo espaço ou os veículos de comunicação já não têm mais tanta preocupação em apurar os fatos. Às vezes a pressa em publicar a notícia é apontada como culpada pelas distorções cometidas por jornalistas e meios de comunicação. O teórico em comunicação Ciro Marcondes Filho, citado por Eugenio Bucci no livro Sobre Ética e Imprensa (2000), diz que a agilidade é um requisito da qualidade, mas que não encarna valores éticos por si só, do mesmo porte que a verdade. E se a informação que o jornalista dispõe não está checada, é apenas uma pista, não é uma notícia, ou seja, é uma possível notícia.

O jornalista e historiador Paul Johnson propôs dez mandamentos que devem nortear o trabalho dos jornalistas, entre os quais, destacam-se o desejo dominante de descobrir a verdade, pensar nas consequências do que se publica e ter disposição de admitir o próprio erro. Essa visão de Johnson não deve ser somente destinada aos jornalistas, mas também aos monopólios que dominam vários veículos de comunicação e que não se importam com a qualidade do jornalismo que oferecem, mas que norteiam interesses na competição em busca de audiência e preferência pelo gosto do público.

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