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Cultura | Edição #404 - 23/10/2014

Menina, nem tão pequenina, quer ser uma bailarina

Para Betina Dantas, criadora do "Ballet Fitness", a procura pelo método cresceu porque os passos são básicos mas fazem suar

Lais Moser
Aluna de Jornalismo

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Meia calça cor de rosa, “collant”, saia rodada de tule, sapatilhas que deixam os pés super esticados, meninas pequenas, que deixam esse figurino mais gracioso. É isso que a maioria pensa quando falamos em balé. Mas esse perfil está mudando.

De acordo com a pesquisa “A escola de dança como estratégia social de formação complementar de adultos”, feita em 2008 pela professora do Departamento de Artes da Fundação Universidade Regional de Blumenau, Ivana Vitória Deeke Fuhrmann, o número de alunos adultos nas aulas de dança cresceu. A escola pesquisada tinha apenas uma turma de alongamento com três alunos adultos em 2005, já em 2007 eram 30 alunos entre 18 e 64 anos, divididos em aulas de balé clássico e contemporâneo.

A pesquisa apontou como fatores principais para esse aumento na procura a predisposição para a prática da dança. Pessoas que gostam de dançar ou que tem a dança como um sonho antigo. Há também outros fatores, como dinâmicas internas das famílias que não permitiram essa prática quando criança, além das características “pessoais” dos alunos, como o fato de não gostarem de academia e verem na dança uma atividade física alternativa.

Balé é um exercício mais completo que natação

A procura do balé por adultos também se deve à criação do chamado “Ballet Fitness”. Esse método foi criado pela bailarina goiana, Betina Dantas, que depois de sofrer uma lesão que a afastaria do balé clássico resolveu criar um método para manter o físico de bailarina misturando exercícios básicos do balé com a malhação. Em entrevista ao Jornal Matéria Prima, Betina contou que com a exposição do Ballet Fitness na mídia muitas pessoas perceberam que poderiam dançar sem ter começado quando crianças. Segundo ela, a aula pode ser acompanhada mesmo por quem nunca fez balé, além de não ter a comparação e cobrança de uma aula de balé tradicional. “Você sai da aula achando que fez uma aula de balé, a diferença é que não tem comparações do tipo ‘a perna da menina do lado é muito mais alta que a minha, nuca vou conseguir fazer isso’, no Ballet Fitness os passos são básicos, mas a aula é pesada não é para suar só um pouquinho.”

A educadora física e professora de balé clássico e moderno Franciléia Aguera explicou

Franciléia a frente, dando aula para o balé adulto (Foto:Lais Moser)

Franciléia a frente, dando aula para o balé adulto (Foto:Lais Moser)

que a aula para adultos é diferente da aula para crianças e adolescentes. Segundo Franciléia, quem procura o balé adulto geralmente gosta e se identifica, mas quer a dança como atividade física, não para seguir carreira e se tornar uma bailarina profissional.  Por esse motivo, de acordo com ela, a dinâmica da aula tem que ser diferente, sequências na barra com menos variedade de exercícios e mais repetições são essenciais. Franciléia destacou ainda que é importante respeitar o limite corporal de cada bailarina, já que diferentemente das crianças, as adultas já tem a estrutura muscular e óssea desenvolvida.  ”Não posso exigir de uma bailarina que começou aos 20 anos a mesma técnica de uma bailarina que começou aos 4 anos, por exemplo. O balé adulto tem, sim, técnica, disciplina e coreografias, mas principalmente exercícios que atendam as necessidades delas e horários flexíveis.”

Para Betina Dantas, o Ballet Fitness se diferencia do balé tradicional porque o primeiro exige mais do corpo, malha mais, sem deixar a técnica clássica de lado, portanto é mais adequado para quem busca na dança uma atividade física.

Fitness ou tradicional, o balé é considerado atividade física e auxilia em várias áreas do corpo. Isso ficou claro no estudo realizado em janeiro de 2013 pela Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, que comparou o desempenho de bailarinos com o de nadadores. O resultado foi que os bailarinos se saíram melhor que os nadadores em sete de dez medidas de condicionamento físico analisadas. Entre as quais, maior equilíbrio psicológico e corporal, mais flexibilidade e maior aproveitamento da capacidade do diafragma.

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