Saúde | Edição #390 - 06/06/2014

Em sala de aula Proerd aborda alcoolismo

Programa da Polícia Militar leva voluntários à escola para discutir com estudantes riscos do uso de álcool e drogas

Maria Isabel Corrêa
Aluna de Jornalismo

Wellynton Pizato

Fiscalização, tanto das autoridades como dos pais, é escassa (Foto: Wellynton Pizato)

Para tentar conter o uso de drogas (inclusive o álcool) entre crianças e adolescentes, a Polícia Militar vai para a sala de aula e aplica, há quase 15 anos no Paraná, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência (Proerd). “Para a aplicação do Proerd os policiais passam por curso específico, como voluntários, e então começam a desenvolver o programa nas escolas”, explica o PM Leonir João Elegeda.

Segundo ele, o programa tem 10 aulas, dirigidas geralmente a turmas de quinto ano do ensino fundamental, que são acompanhadas pelo professor regente da turma. As aulas são semanais e têm duração de uma hora cada, com material didático específico.

O estudante universitário Danilo (o nome foi modificado para preservar a identidade), 20, conta que começou a ingerir bebidas alcoólicas desde os 12 anos, mas não sabe ao certo o que despertou nele a vontade de experimentar. Ele diz ter presenciado muitas cenas de pessoas bebendo em reuniões familiares, festas e até mesmo em filmes e relata que a proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos nunca foi empecilho para não beber. Segundo o estudante, os estabelecimentos querem lucrar e não dão importância às leis porque a fiscalização é praticamente nula.

A bebida é o início para outros vícios ou drogas

O jovem diz que os pais souberam que ele bebia somente quando já estava com 17 anos. “Foi uma revelação que gerou grande aborrecimento entre a família. A bebida é o início para outros vícios ou drogas. Fora a bebida alcoólica já experimentei maconha, mas não fui além disso, com coisas mais pesadas”, afirma.

Vanderlei de Oliveira Tavares, 56, militar da reserva de Maringá, criou um blog onde discute, entre outros temas, o consumo de bebidas alcoólicas entre crianças e adolescentes. “Em Maringá, [eles] bebem a vontade no pátio e no entorno dos postos de combustíveis. Quando não compram, mandam um maior comprar para eles nas lojas de conveniência. Bebem à noite inteira e o engraçado é que os desgraçados dos pais ou responsáveis fingem que não sabem de nada”, comenta em um dos posts que publicou sobre o problema.


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