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Cultura | Edição #391 - 19/06/2014

“Perdi meu ensino médio desenhando todo mundo”

Marcelo Goto, 26, estudante de artes visuais, escolheu como profissão a arte da "caricatura ao vivo" em Maringá

Ana Paula Candelório
Aluna de Jornalismo

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Caricatura “ao vivo” faz parte da rotina de Marcelo Goto (Foto: Ana Paula Candelório)

Caricatura “ao vivo” faz parte da rotina de Marcelo Goto (Foto: Ana Paula Candelório)

Caricaturista e retratista, Marcelo Goto, 26, trabalha com caricaturas desde 2008 e atualmente vive apenas dessa arte. Nasceu em São Paulo, mas passou a adolescência no Japão, onde viveu por 10 anos. E foi lá que Goto descobriu o interesse por desenhos ainda no ensino médio. Há dois anos e meio, ele veio à Maringá para trabalhar e estudar.

Além da caricatura, Marcelo Goto faz grafite e retratos em grafite por hobby. É estudante do segundo ano de artes visuais na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e trabalha fazendo “caricaturas ao vivo” (quando o personagem está presente), no shopping Avenida Center, e também em festas e eventos. Além disso, trabalha com caricaturas digitais por encomenda.

Em entrevista exclusiva ao Jorna Matéria Prima, o caricaturista que se considera tímido, mas diz acreditar que isso não o atrapalha para exercer a própria arte, conta como descobriu o gosto pela caricatura, os trabalhos e projeto, além dos outros tipos de arte que pratica.

 Seu maior interesse pelo desenho surgiu na adolescência, mais especificamente no ensino médio, Nesse tempo de colégio, você já tinha intenções de fazer da arte uma profissão?
O interesse por desenho surgiu mesmo quando tentei desenhar um professor e consegui fazer com que ele ficasse parecido, além de engraçado. Desenhei outro aluno, ficou parecido. Perdi meu ensino médio desenhando todo mundo. Foi difícil no começo, mas a cada esboço, conseguia aumentar a percepção e melhorar o desenho. endo os artistas que atuam na área, sempre quis poder trabalhar com isso. Levar humor para as pessoas a partir do desenho é muito satisfatório. Nessa época, eu pensava em trabalhar com isso, mas na área de charge, para algum jornal. Recebi até uma proposta, teria que criar todo dia, mas meu tempo era muito curto e não aceitei.

 Você nasceu em São Paulo (SP), porém começou o trabalho com caricaturas no Japão, em 2008. Quando veio para Maringá, já veio pensando em trabalhar com caricaturas?
Eu morei um tempo no Japão, eu era de São Paulo e minha esposa de Maringá. Quando a gente voltou de lá, voltei para estudar. Não sabia se ia ficar aqui ou em São Paulo. Tentei São Paulo e não deu certo. Vim para Maringá e aqui no shopping [Avenida Center] deu certo de eu abrir o quiosque. Quando cheguei aqui, não existia e vejo que muitas pessoas gostam e até dizem que queriam ter uma caricatura. Aí comecei a fazer faculdade de arte.

Levar humor para as pessoas a partir do desenho é muito satisfatório

 Ano passado, você participou do maior evento de criatividade e design da América Latina, o Pixel Show. Esse evento lhe deu experiência para aprimorar o trabalho?
Foi lá que tive o primeiro contato com o grafite e aí eu comecei a fazer [o grafite]. Como lá é um evento de arte, você acaba aprendendo endo os outros fazerem. Esse evento tem várias pessoas fazendo na hora e tem a sessão de exposição em que mostram o seu trabalho, é bem interessante.

 Recentemente, você em parceria com a artista de Maringá Josimari Fabri, que faz desenhos hiper-realistas, apresentavam o projeto de exposição “Desenho e cinema: entre o estático e o dinâmico”, no Centro em Excelência em Atendimento à Comunidade, em Maringá. A exposição durou todo o mês de maio. Como surgiu a ideia de fazer uma exposição baseada no cinema?
No início, a exposição não era sobre tema de filmes, era para mostrar a técnica do pontilhismo e o tempo que levava para fazer, para mostrar que é bem trabalhoso, porque é muito ponto, não tem nenhuma linha. Primeiro faço o esboço a lápis mesmo, e para dar luz, sombra e volume, é só ir trabalhando com os pontos. Comecei marcando o tempo, depois parava e perdia a contagem e resolvi deixar quieto. Como já tinha feito retratos de filme, e tinha pouco tempo, resolvi fazer sobre temas de filmes. Convidei a Josimari para aumentar a exposição, pois ela já tinha alguns trabalhos feitos sobre o “Senhor dos Anéis”, interessante para mostrar.

 Em sua opinião, o humor é a essência da caricatura?
Com certeza, porque mostra um jeito diferente do que você se vê. Foto é foto, mas na caricatura você se vê de um jeito mais engraçado. Em festa, o pessoal se vê e mostra para os amigos, é bem legal.

Grafite feito por Goto em centro de Maringá (Foto: Ana Paula Candelório)

Grafite feito por Goto em centro de Maringá (Foto: Ana Paula Candelório)

Discussão e comentários »

4 comentários | Deixe seu comentário

creme lift x disse:

Aí vem aquele desânimo por gastar tanto em um
produto que não resolveu, e medo de investir em outro.

Nessa aula a Bia dá muitos detalhes de como trabalhar com a pele madura.

Se você decidir não ingressar nesses estudos, pagará um preço e terá seus resultados.

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