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Política / Segurança | Edição #387 - 05/05/2014

Pesadelo que está longe de desaparecer

O desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil causa desespero às famílias e insegurança à sociedade

Mércia Toloni
Aluna de Jornalismo

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Reprodução/internet

Página do Cadastro Nacional de Desaparecidos
(Imagem: Reprodução)

O desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil ainda é um problema longe de ser resolvido. Gera o medo e dúvida a familiares que, na maioria dos casos, só pode esperar pela busca da polícia e de organizações especializadas.  É um pesadelo coletivo considerando-se que entre as causas desses desaparecimentos estão os crimes de pedofilia, fuga de casa em função dos maus tratos de pais ou responsáveis, prostituição infantil, mendicância e até  dependência química, segundo informa a ONG Desaparecidos (www.desaparecidos.org.br).

No Brasil, a lei nº 11.259/2005, conhecida como “Lei da Busca Imediata”, determina a investigação policial em caso de desaparecimento de crianças ou adolescentes. O Cadastro Nacional de Crianças (www.desaparecidos.gov.br) aponta que os três Estados que lideram o número de desaparecidos são o Rio de Janeiro (120), Minas Gerais (86) e São Paulo (33) .Desse total, apenas dois foram solucionados no Rio, um em Minas e nenhum em São Paulo. O Paraná é o quarto da lista, com 25 desaparecidos com idade de 1 e 16 anos.

Ao longo dos anos os desaparecimentos ganharam mais atenção dos governos, mas ainda não é o suficiente

O governo federal estima que são mais de 40 mil crianças desaparecidas, mas não são dados oficiais. O dia 25 de abril marca O Dia Internacional da Criança Desaparecida. É quando os rostos de várias crianças desaparecidas são estampados em balões, numa tentativa de fazer o mundo não se esquecer da gravidade do problema.

Ao longo dos anos os desaparecimentos ganharam mais atenção dos governos. O        Paraná conta com um serviço específico, modelo em todo o País, para atender esses casos – O Sicride. Mas ainda é pouco, considerando que ainda há muitas regiões brasileiras desprovidas até mesmo de ONGs que ajudam a encontrar pessoas desaparecidas.

A família, instituições de ensino e órgãos de segurança pública devem instituir e apoiar medidas que venham a orientar e alertar as crianças e adolescentes sobre o risco permanente de se tornarem parte dessa trágica estatística. Cuidar mais de nossas crianças, nosso futuro, é obrigação de todos.

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