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Esporte | Edição #382 - 20/11/2013

“Descobri que o jornalismo era o que eu mais gostava”

Em quase 10 anos de carreira, o jornalista Alexandre Lozetti, da Globo.com, já entrevistou nomes importantes do esporte nacional

Victor Rossi
Aluno de Jornalismo

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Lozetti em visita ao Estádio Caliente, no México, em maio

Lozetti em visita ao Estádio Caliente, no México, em maio desse ano (Fotos: Arquivo particular/Alexandre Lozetti)

O paulista Alexandre Lozetti pode ser considerado um dos bons nomes que surgiram no jornalismo esportivo dos últimos anos.  Aos 30 anos, o repórter da Globo.com já coleciona como entrevistados, grandes nomes do esporte nacional. Nos gravadores que usa e bloquinhos de anotação, gente como Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho, Tite, Rogério Ceni, Marcos e até Ronaldo Fenômeno já deram declarações nos mais diversos níveis.Este ano, Lozetti ainda teve o privilégio de cobrir a Copa das Confederações.

Em entrevista concedida, via rede social, ao Jornal Matéria Prima, o jornalista falou sobre o início e o atual momento da carreira dentro do jornalismo. Além disso, Lozetti revelou quais foram as pessoas que mais gostou de entrevistar durante a curta , porém, promissora carreira.

Quando você descobriu a paixão pelo Jornalismo?
Quando já fazia estágio no diário Lance!. Entrei na faculdade sem convicção de que seria a profissão ideal, a que mais combinava com meu perfil. Mas já nas primeiras semanas do primeiro emprego, descobri que era o que eu mais gostava e queria fazer.

Você sempre quis trabalhar com esporte ou entrou nessa área por outros fatores?
Desde que ingressei na faculdade, tive vontade de atuar na área esportiva pela minha paixão pelo futebol e por outras modalidades, e por acreditar que tinha certo conhecimento para me aprofundar no assunto. Procurei um estágio nessa área e consegui. Não saí mais.

É preciso ter a consciência de que não estou entrevistando para mim, e sim para milhares de pessoas que vão ler minha matéria

Apesar do pouco tempo de jornalismo, você teve o privilégio de cobrir a longa negociação do Paulo Henrique Ganso com o São Paulo em 2012. Você considera a cobertura dessa negociação como o maior trabalho que fez dentro do jornalismo até hoje?
Foi um dos trabalhos que me deram prazer por notar, ao fim da apuração, que seguiu um caminho correto durante todo o tempo. Mas em quase dez anos de carreira, houve muitos como esse, que acabou chamando atenção pelo longo tempo que se arrastou.

Você cobre mais o dia a dia dos clubes paulistas. Tem algum atleta que você tem sempre o prazer de entrevistar?
Gosto muito de entrevistar o Rogério Ceni e o Marcos. O Paulo André também rende ótimas conversas. Tive mais contato com os jogadores do São Paulo, foi o clube que cobri por mais tempo. Com o Lugano, sempre era uma entrevista incrível, de muito conhecimento. E há personagens interessantes, que rendem polêmicas, como Cicinho, Emerson Sheik, Amoroso. Cada um deles reserva uma experiência bacana.

Como você separa o lado de fã na hora da entrevista?
Entrevistando de cabeça aberta para, quem sabe, me tornar fã de outros jogadores ou perder parte da admiração por outros. É preciso ter a consciência de que não estou entrevistando para mim, e sim para milhares de pessoas que vão ler minha matéria. Sejam eles fãs ou não.

Alguns técnicos do futebol paulista têm a fama de serem um tanto quanto bravos, sem paciência com os jornalistas. Você já passou por alguma saia justa durante uma entrevista?
Várias. Já ouvi alguns esculachos do Muricy Ramalho, com quem tive bons embates. Leão também. Mas me dou bem com ambos, é o jeito deles. E tive o prazer de conhecer pessoas como Paulo Autuori, Ricardo Gomes e Tite.

Você foi um dos repórteres escolhidos para cobrir a Copa das Confederações em junho. Qual foi a sensação de fazer parte de um evento desse porte, ainda mais dentro de um grande portal?
De reconhecimento e um privilégio enorme. É presenciar a história. Talvez, enquanto eu estiver vivo, isso não volte a acontecer. Eu já havia trabalhado na Copa do Mundo de 2010 e na Copa América de 2011, mas por ser no Brasil, é inegavelmente especial. Acompanhar as ações e reações, ainda mais tendo parâmetros de comparação, foi valioso para a profissão.

Você acompanhou a Copa das Confederações durante dias. O que achou das instalações, em especial, da parte onde fica instalada a imprensa?
Os estádios ficaram ótimos, embora alguns sejam mal localizados, como o de Recife. As áreas de imprensa também são excelentes. Uma pena que sejam provisórias, apenas para as competições da Fifa. Ainda assim, o legado, para nós jornalistas, será bom. Só que isso não é o mais importante. Temos de analisar o legado para a população, sobretudo em infraestrutura, e a que custo tudo será feito. Nessa parte, infelizmente, deixamos muito a desejar.

Quais são as expectativas para o próximo ano?
As melhores possíveis. Ano de Copa do Mundo no Brasil. A história será feita e refeita diariamente. Pessoalmente, espero crescer, aprender e oferecer o melhor trabalho possível aos leitores, que certamente terão um farto material de qualidade pelos veículos.

Lozetti entre seus dois entrevistados preferidos: os goleiros Marcos e Rogério Ceni

Lozetti entre seus dois entrevistados preferidos: os goleiros Marcos e Rogério Ceni

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