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Crítica de Mídia | Edição #374 - 19/09/2013

“O Diário” responde crítica de mídia do JMP

"As parcerias que estabelecemos não se caracterizam, de nenhuma forma, como 'jornalismo de segunda mão'"

Da Editoria
Equipe Jornal Matéria Prima

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Reprodução/O Diário/Catve

Reprodução/O Diário/Catve

A Direção de Conteúdo do jornal O Diário do Norte do Paraná encaminhou à Unicesumar carta contestando crítica de mídia produzida por aluno da instituição e publicada na semana passada pelo Jornal Matéria Prima. Como é praxe no JMP, publicamos a seguir a íntegra do referido documento:

“Serve a presente para alertar sobre um grave equívoco em texto produzido por acadêmico para o Jornal Matéria Prima, onde comenta o uso de notícias oriundas de sites diversos, e que citou o portal o.diario.com como exemplo.

Infelizmente, o autor do texto não se deu ao trabalho de levantar um mínimo de informação sobre o assunto ao qual se debruçou em análise. Desconhece o autor do texto que temos acordo de parceria com os sites dos quais obtemos o material e ignora que esse modelo (chamado syndication) foi inaugurado pelo Huffington Post, que é reconhecido como um dos principais portais noticiosos dos Estados Unidos – e cuja ascensão se deu, em grande parte, justamente pelas parcerias que estabeleceu. O Portal o.diario.com tem parcerias com diversos sites de notícias do Paraná e de outros Estados, entre eles a Banda B (de Curitiba) e a Catve.tv, que foi objeto do malogrado exemplo do articulista, além do portal nacional iG.

O autor descreve com fidelidade as etapas do processo noticioso, mas optou por desprezá-las. Tivesse ele entrado em contato com o diario.com, teria sido informado dessa dinâmica. Houvesse ele estabelecido um sério acompanhamento do portal e suas notícias, veria que odiario.com jamais utilizou material de parceiros como “principal assunto”, posto que nossa premissa de trabalho é pautada pelo hiperlocalismo.

As parcerias que estabelecemos não se caracterizam, de nenhum forma, como “jornalismo de segunda mão” e o uso do material é autorizado pelo detentor de seus direitos autorais – logo, é incorreto e até temerário falar em “apropriação da produção intelectual” de terceiros. Pelo sistema que adotamos, utilizamos o primeiro parágrafo da matéria do parceiro e, ato contínuo, inserimos o link para que o leitor continue a se informar no sítio em que foi originalmente produzida a matéria, se assim desejar. Assim, damos o acesso a quem produziu o material, e o parceiro faz o mesmo com as notícias que aqui produzimos.

Esse modelo agrega conteúdo, privilegia o autor da notícia, dissemina informação, socializa acessos e é peça de resistência às investidas de grandes grupos comunicacionais que tendem a monopolizar as informações jornalísticas no meio digital. Neste ponto em específico o autor incorreu em crime de calúnia (atribuir falsamente a alguém a responsabilidade pela prática de um fato determinado definido como crime – no caso, a apropriação indevida de conteúdo de terceiros).

Em seu rápido julgamento, o autor acusa-nos de falta de ética – uma afirmação leviana, posto que eivada de falhas de origem. A análise presente no texto é tão incoerente que, em certo ponto, vaticina que “na briga pela supremacia dos acessos ganha quem der primeiro a informação, venha de onde vier”. Supondo que o raciocínio do autor esteja correto (e já deixando claro que não está), em que uma parceria que utiliza parte de um material elaborado por outro site/portal – logicamente, o primeiro a dar a informação – auxilia nisso?

Demonstrando seu total desconhecimento do tema, o autor defende que os meios de comunicação devem informar com seus próprios recursos. Ele ignora a existência de agências de notícias (como AE ou Folhapress) ou é contrário ao modelo proposto por elas?

Ato contínuo, o articulista critica o trabalho de repórteres que “saem às ruas”, “têm pressa para voltar à redação” e “não são capazes de ler uma cena e analisar o que é ou não notícia”. Duras palavras que, face ao despreparo do autor, em vez de simplesmente caírem no vazio acabam se juntando a um lodaçal verborrágico que formata – usando as próprias palavras do escritor – “uma realidade deformada do original” (sic).

Perdeu o autor a oportunidade de tratar de um problema muito mais sério e que prejudica o trabalho dos sites noticiosos e dos jornalistas em geral – a apropriação indevida de conteúdo, que grassa na web. Se desejar, podemos fornecer todas as informações necessárias, além de milhares de exemplos ocorridos apenas com o portal que mantemos. Essa é uma discussão que merece ganhar a atenção da Academia, desde que devidamente orientada, apurada, analisada…

Recebemos com serenidade as críticas construtivas e entendemos que elas, invariavelmente, lançam luzes sobre os caminhos que trilhamos. Mas entendemos que buscar informações sobre o assunto que se deseja tratar é necessário e fundamental, caso contrário o articulista corre o risco de passar por ingênuo, para dizer o mínimo.

A apuração sempre existiu e vai existir, desde que as pessoas se dêem ao trabalho de colocá-la em prática antes de emitir julgamentos.

Atenciosamente,

Michael Vieira da Silva, diretor de Conteúdo, O Diário do Norte do Paraná”

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