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Crítica de Mídia | Edição #372 - 05/09/2013

Fátima Bernardes, desencontro com novo programa

O “Encontro com Fátima Bernardes” tem um formato engessado, pautas nada criativas e convidados desinteressantes

Juliana Duenha
Aluna de Jornalismo

Comentários
 

Lançado no final de junho do ano passado, “Encontro com Fátima Bernardes” foi uma aposta importante para a Rede Globo.  O programa proporcionou uma virada na carreira da jornalista, até então dedicada ao jornalismo, que teve trajetória baseada numa imagem sempre politicamente correta. Depois de 14 anos na bancada do “Jornal Nacional”, Fátima tentou inserir conteúdo jornalístico à versão do programa feminino. Mas o esforço se perde diante dos clichês, como a música de fundo para marcar o tom emotivo e as entrevistas feitas para as pessoas chorarem.

Fátima não lembra nem de longe a repórter experiente que participou de coberturas de Copas do Mundo e outros eventos.

Desde a estreia, o objetivo é capturar a tal “nova classe C”. Houve mudanças no conteúdo do programa desde que Boninho (o mesmo diretor de “BBB”, “The Voice Brasil”, “Mais Você” e “Vídeo Show”), assumiu a direção geral, em fevereiro deste ano. A principal mudança é que o programa está mais musical. A platéia que ficava no palco, muito próxima dos convidados, foi colocada ao fundo, longe das câmeras. O fundo, antes construído com telas, deu lugar a placas coloridas convencionais.

O cenário, o cabelo da apresentadora, a saída de integrantes, a mudança no comando e a audiência, viram noticia, menos o conteúdo. O programa chama mais a atenção pelos fatos relacionados à estrutura do que pelo conteúdo.

O programa está longe da liderança isolada. Mesmo com todo o carisma da jornalista, o “Encontro” tem formato engessado, pautas nada criativas e convidados desinteressantes.

A campanha de promoção do programa prometia: “A Fátima que você conhece de um jeito que você nunca viu”. Fátima não lembra nem de longe a repórter experiente que participou de coberturas de Copas do Mundo e outros eventos. Parece acuada e tímida. É notório que está perdida naquele cenário.

Fátima pode oferecer muito mais. Curiosamente, a competência tem sido o maior obstáculo. Mas vale lembrar que para a “nova classe C”, por exemplo, as donas de casa que ficam em casa de manhã ou para secretárias do lar, o programa foram ótima aposta.

A competência de Fátima Bernades tem sido o maior obstáculo

A competência de Fátima Bernades tem sido o maior obstáculo (Imagem/Reprodução)

Discussão e comentários »

Um comentário | Deixe seu comentário

Walter Bueno Sferra disse:

Um programa ridículo, nem minha avó assiste, isso é castigo para ela, por tanta maldade e irônia que ela fazia no jornal, como dizia minha avó o castigo vem de jegue, mas chega, tá ai o exemplo.

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