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Saúde | Edição #372 - 05/09/2013

Beijar é bom e ainda faz muito bem ao corpo e à alma

Beijo proporciona sensações de prazer, emagrece e ajuda a descobrir quem é o par ideal de cada pessoa

Mariana Kateivas
Aluna de Jornalismo

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A médica Simone Bonafé garante que quem beija é mais feliz

A médica Simone Bonafé garante que quem beija é mais feliz (Foto: Mariana Kateivas)

Um beijo aqui, outro ali. Beijo molhado, no rosto, na mão, na testa, ou onde surge arrepio. Beijo na boca. Como já cantava Marisa Monte “beija eu, beija eu, beija eu, me beija”, não importa o tipo, o ato de beijar sempre será conhecido como uma das ações mais íntimas na demonstração de afeto que o ser humano tem como necessidade.

O simples gesto, o beijo, causa mudanças no corpo de quem oferece e recebe, porque o cérebro libera inúmeras “substâncias do bem”, como a dopamina, ligada às emoções, a endorfina, ligada ao prazer, e oxitocina que é ligada à união.  Esses são hormônios responsáveis pelo prazer, por isso a médica infectologista Simone Bonafé garantiu que beijar faz bem. “O beijo é uma coisa gostosa, ter intimidade com uma pessoa. Você fica mais feliz quando está com alguém. Além de falar, que movimenta 29 músculos e queima calorias”, disse a médica.

De acordo com um estudo de 2007, do psícologo Gordon Gallup citado em reportagem da revista Seleções, o ato de beijar é uma forma de trocar, por meio do subconsciente e dos sentidos, informações necessárias sobre a pessoa beijada para saber se ela é ou não o par ideal.  Se não fosse por necessidade, o mundo já teria implantado culturalmente esse ato tão significante. No mínimo 90% da população mundial segue a cultura da troca de beijos. O índice não é exato porque culturas costumam ser sempre diferenciadas, ainda assim, com tanta gente se beijando por aí, o neurologista e autor da psicanálise Sigismund Schlomo Freud, acreditava que o gesto de beijar em si pode ser considerado instintivo e não cultural.

No mínimo 90% da população mundial segue a cultura da troca de beijos

A psicóloga e sexóloga Eliane Rose Maio revelou que apesar do beijo fazer parte da cultura ocidental, como forma de afeto, sempre há intenções que vão além em cada um deles. “Na região Sul do País, aqui em Maringá, o beijo na boca é um ato de carinho, tesão e amor pela pessoa que está sendo beijada”, disse a psicóloga.

O ser humano não é a única espécie que beija, mas segundo o etólogo inglês Desmond Morris, eles são os únicos que têm os lábios que se dobram para fora e que têm cor diferenciada do restante da pele, porque a epiderme é a mais fina do corpo e muitas células nervosas sensoriais concentram-se neles.

 Com o tempo, selinho deixa de ser tabu
Victor Rossi
Aluno de Jornalismo
Recentemente, o atacante do Corinthians Emerson Sheik causou polêmica no País ao postar nas redes sociais uma foto na qual aparece dando um “selinho” em um amigo. Embora o jogador tenha dito que a foto foi apenas um gesto de carinho entre dois amigos e que naquele momento, o papel de pessoa comum substituía o de jogador, comentários e burburinhos se tornaram inevitáveis, principalmente por pessoas ligadas ao futebol, ambiente conhecido por ser extremamente machista (leia artigo nesta edição).
Há muito tempo o beijo, em especial o selinho, deixou de ser um tabu. Aos poucos, essa forma mais íntima de as pessoas se cumprimentarem vem se tornando comum. Na televisão, é normal ver selinhos entre artistas e famosos. A apresentadora Hebe Camargo tinha o selinho como marca registrada. Em abril, durante os protestos contra o Deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), outras personalidades, como os atores Bruno Gagliasso e Lima Duarte, deram selinhos com pessoas do mesmo sexo, como forma de aderirem ao movimento. No futebol, mesmo contexto de Sheik, craques como os argentinos Maradona, Tévez, Caniggia e o Inglês Paul Scholes já repetiram o gesto do atleta corintiano. Nesses casos, muito antes que o atleta do Corinthians.
Ao longo do tempo, a própria cultura do brasileiro em relação ao beijo vem mudando.  Antigamente, os homens não se beijavam, só apertavam as mãos, enquanto as mulheres trocavam três beijinhos umas com as outras. Depois, alguns homens passaram a se cumprimentar com beijo – um só, no rosto – e as mulheres passaram a se cumprimentar com apenas dois beijos.
Agora, chegou a vez do selinho, embora alguns não compartilhem desse “modismo”. É o caso do estudante Jean Dutra, 18. “Não acho que o selinho virou moda entre as pessoas. Talvez elas se aproveitem do selinho para poder estar na mídia ou chamar a atenção dos outros.” No caso do selinho, um ditado bem peculiar pode servir para explicar a relação natural de algumas pessoas com o tema: “não faça com o outro, aquilo que eu não gostaria que fizessem com você”. É assim que pensa o também estudante Geovane Gomes, 19. “Não tem nenhum problema se as pessoas fazem isso porque se amam. Se tiver alguém que dá selinho em pessoas do mesmo sexo, eu simplesmente não ligo, contanto que não seja comigo, é claro.”

Há inúmeras vantagens na hora de beijar, mas Simone Bonafé ressalta que sempre é preciso ter alguns cuidados na troca do carinho. “O beijo não traz tantas doenças como o sexo sem preservativo, mas a gente pode ter algumas contaminações. Principalmente doenças infecciosas, virais e bacterianas. Existe a doença do beijo. É uma doença infecciosa causada por um vírus, que não necessariamente só as pessoas que beijaram vão desenvolvê-la. É uma doença transmitida por gotículas e é mais comum na adolescência”, alertou a médica.

A sexóloga Eliane Maio também destaca que é preciso precaução ao demonstrar e escolher a quem oferecer essa forma de afeto. “Para que a pessoa tenha consciência do seu corpo, que ela tenha autonomia. Para que o beijo seja extramente agradável, não forçado, que faça bem para essa pessoa”, disse. O estudante e auxiliar administrativo João Gonçalves, 21, recomendou e garantiu o bem que esse gesto de carinho pode proporcionar. “Beijar o pai, mãe, avós. É sempre bom dar um beijinho, principalmente quando é aquela pessoa que você ama. Aquele beijo quente, molhado, aquele beijo gostoso e apaixonado”, revelou o estudante.

Para aqueles que ainda não dominam a arte do beijo ou desejam aprender algumas técnicas, o mercado oferece vários livros para dar “aquela ajudinha”. Mas o autor do livro “Dossiê do Beijo, 484 formas de beijar”, Pedro Paulo Carneiro, depois de pesquisar sobre o assunto por mais de 10 anos no Brasil e em outros 40 países, disse acreditar que acima de técnicas para que um beijo seja bom é preciso envolvimento entre as pessoas.

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