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Esporte | Edição #373 - 12/09/2013

“Aqui é a minha primeira casa, gosto muito daqui”

Jogador japonês de vôlei e fã de Ricardinho, Momota Shimada tem agora a oportunidade de jogar ao lado do brasileiro

Giovanni Froeming
Aluno de Jornalismo

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Momo com a camisa do novo time que defende: o Moda Maringá

Momo com a camisa do novo time que defende: o Moda Maringá (Foto: Johnny Katayama/ assessoria de imprensa)

Tímido, humilde, sorridente e atencioso. Esse é Momota Shimada, o Momo, 25 anos, jogador japonês que recentemente fechou contrato com o Moda Maringá, time de vôlei da cidade.

O japonês que deixou a família no Japão em 2011, veio ao Brasil para realizar o sonho de jogar vôlei no País. Jogou a Superliga de Vôlei B pelo Atibaia (SP) e poucos dias depois da chegada tomou um susto ao saber do tsunami que afetou o país de origem, em março daquele ano. Depois de saber que a família estava bem, Momo começou a enfrentar outro adversário: o idioma. Por não saber falar a Língua Portuguesa e não ter tradutor, ele conversava pouco com os companheiros. As únicas palavras eram com aqueles que falavam o inglês, língua que ele fala um pouco.

Fã do levantador brasileiro Ricardinho, Momo revelou ao Jornal Matéria Prima como é estar convivendo agora com o ídolo. Falou da recepção quando chegou ao Brasil, o que o País representa para ele e sobre o novo time que está defendendo.

Momo, você veio ao Brasil para jogar vôlei. Como veio parar em Maringá?
Estava jogando pelo Atibaia (SP), divisão 2, e naquela época queria jogar contra o Vôlei Futuro [time de Araçatuba], porque o Ricardinho estava no time. Nesta temporada tentei contrato com o Moda Maringá e achei que seria difícil a situação, mas o time fez o contrato comigo e fiquei muito feliz.

Em 2011 você veio jogar no Brasil e aconteceu o tsunami lá no Japão. Como foi para você enfrentar isso?
Cheguei ao Brasil no dia 5 de março, mais ou menos, e o tsunami aconteceu no dia 11 de março. Eu estava assistindo à TV e estavam falando sobre o Japão. Quando vi aquilo assustei. Usei o Skype [programa de comunicação instantânea] para falar com a minha mãe, que estava morando em Tóquio, e disseram que estava tudo bem. Mas em todo lugar estava uma confusão, as pessoas estavam confusas.

O Brasil me mostra e me ensina muitas coisas sobre vôlei e cultura

Como foi a sua recepção aqui no Brasil?
Eu gostei da recepção, mas naquela época não conseguia falar nada (em português) [risos]. Às vezes ficava nervoso, estava com saudade do Japão e não podia conversar com ninguém. Não tinha tradutor no Atibaia, então, não podia conversar com eles. Alguns falavam em inglês, aí eu conversava um pouco com eles em inglês mesmo. No dia a dia aprendi o português, agora estou mais tranquilo do que naquela época.

O seu maior ídolo é o Ricardinho. Por que você é tão fã dele?
Quando tinha 16 anos, estava assistindo à seleção brasileira [de vôlei], em 2003, na Copa do Mundo e ele estava jogando. Para mim foi chocante aquele jogo, seleção japonesa contra seleção brasileira, 3 a 0, parece que para a seleção brasileira foi fácil, fácil. Gostei do Ricardinho naquele jogo. Depois, em 2005, teve um torneio com cinco países no Japão e o Brasil estava também. Uma amiga minha conversou com o Ricardinho e ele me deu o tênis dele. Tenho guardado até hoje lá, em Tóquio [risos].

E como é conviver todos os dias com ele?
Ele me ensinou muitas coisas. Aqui na academia, me ensinou como tem que se treinar, erguer aqui, levantar ali, me ensinou o que treinar. Com certeza dá para aprender muito com ele.

Maringá tem um grande número de japoneses. Isso te ajudou na escolha da cidade?
Eu cheguei poucas semanas atrás. Ainda tenho que fazer amigos japoneses [risos].

O Moda Maringá fez dois amistosos aqui na cidade contra o Vivo/Minas. O que deu para você observar do time e da recepção da torcida?
Jogamos bem e ganhamos um jogo e perdemos o outro. Na minha opinião, falta ao time conversar mais, entrosar mais. É porque o time ainda é novo demais, mas vai crescer. A recepção da torcida foi maravilhosa. Eu gostei do jogo da quinta-feira [29 de agosto], que foi à noite e tinha bastante gente. Com certeza quando o técnico [Douglas Chiarotti] me chamou para entrar, eu tremia [risos].

Às vezes ficava nervoso, estava com saudade do Japão e não podia conversar com ninguém

O que representa o Brasil para você?
O Brasil me mostra e me ensina muitas coisas sobre vôlei e cultura. Aqui é a minha primeira casa, gosto muito daqui.

Se você pudesse escolher jogar na Seleção Brasileira ou japonesa, qual você escolheria?
Ah, boa pergunta. Mas se pudesse, iria escolher o Brasil porque é o melhor do mundo. O Japão está jogando bem, mas está um pouco abaixo.

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