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Sem categoria | Edição #371 - 29/08/2013

“No jornalismo você precisa ser perseverante”

Comprometido com a verdade e com a qualidade da informação, assim se define o jornalista Sandro Ivanowski

Cris Gabino
Aluna de Jornalismo

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Sandro Ivanowski durante o programa Caminhos do Campo (Foto: Reprodução)

Sandro Ivanowski durante o programa Caminhos do Campo (Foto: RPCTV)

Ele ficou conhecido nacionalmente pelo salvamento de mãe e filha que se afogavam em um rio. E, como todo jornalista que se preza, gosta de ler e assistir à televisão, sobretudo telejornais e documentários. Gremista e “apaixonado por futebol”, é casado e se define como um profissional ético, honesto e coerente. Fiel à suas fontes e a seus telespectadores, para ele o jornalismo é uma profissão que merece respeito. Esse é Alessandro Ivanowski, 39, ou, como todos o conhecem, Sandro Ivanowski.

Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (RS), Sandro começou a carreira lá mesmo, na RBSTV. Veio ao Paraná em 1996, para trabalhar na sucursal da TV Tibagi, afiliada ao SBT em Umuarama. Em 1997 foi contratado pela Rede Paranaense de Comunicação, hoje RPCTV, afiliada à Rede Globo, na cidade de Paranavaí distante cerca de 80 km de Maringá. Em 2005 foi transferido para a RPCTV Maringá, onde atua como repórter e também como apresentador do programa Caminhos do Campo, que vai ao ar todos os domingos a partir das 6h30.

Sandro conversou há duas semanas com o Jornal Matéria Prima. Devido ao grande número de compromissos, concedeu esta entrevista via e-mail:

Por que você escolheu Maringá para viver e formar a carreira?
Vim para o Paraná a convite de um colega da RBSTV que estava trabalhando no SBT em Curitiba. Como o salário inicial no Paraná era melhor do que no Rio Grande do Sul não pensei duas vezes e não me arrependo da escolha. Todo início de carreira é complicado, mas no jornalismo você precisa ser perseverante. Não desistir nunca e procurar melhorar sempre.

No livro de aniversário dos 50 anos da RPCTV escrito pelo jornalista Sandro Dalpícolo, a história que te destaca é a do salvamento de mãe e filha que estavam se afogando em um rio. Te incomoda ser lembrado por esse episódio?
Muito pelo contrário. Essa, história para mim foi, é e sempre será muito marcante. Até porque consegui, através dela, incentivar outras pessoas a fazerem o bem e ajudar a quem precisa. Quanto à citação no livro do jornalista Sandro Dalpícolo, para mim foi uma honra fazer parte desse belo trabalho de um colega que,é um ídolo e uma inspiração.

Como surgiu o projeto Caminhos do Campo?
O Caminhos do Campo é um projeto da jornalista Fernanda Machado, hoje chefe de redação da RPCTV Noroeste, em Paranavaí. Foi ela quem apresentou o projeto à direção de jornalismo da RPCTV. Eu entrei na sequência, quando já tinha sido aprovado. Aí, juntos, partimos para a criação da linha editorial do programa. Foram meses de testes, tanto no formato da produção de reportagens, quanto no jeito de apresentar. É um projeto que deu certo.

O que eu faço é conversar com quem está me assistindo

O programa está prestes a completar oito anos. Nesse período tem alguma história que mais te marcou?
Estamos no ar desde fevereiro de 2006 e com ótimos índices de audiência, mas principalmente, com um bom retorno dos telespectadores, tanto da área rural quanto da cidade.  Na verdade, todas as histórias mostradas no programa até hoje, para mim, foram marcantes, mas posso destacar as reportagens especiais que fizemos nos Estados Unidos, em 2008. Também as reportagens especiais feitas na Argentina e no Paraguai, em 2009. As séries  de reportagens “Caminhos da tilápia” e “Caminhos da seda”, além do concurso de receitas do programa que está na terceira edição.

Ao apresentar o programa, é notável que você faz uso de linguagem simples e sempre em tom de conversa. Você acredita que é esse o ponto que te faz ficar mais próximo do público? Por quê?
Procuro informar. O jeito, a forma de apresentar, com certeza é um diferencial. O que eu faço é conversar com quem está me assistindo. Afinal de contas, ninguém vai acordar num domingo, às sete da manhã, para ver alguém de cara amarrada e sem qualquer simpatia na televisão. Acredito que a linguagem simples, coloquial, popular, mas não chula, aproxima o jornalista do telespectador. Mas, claro, sem deixar de lado a informação.

Na verdade não gosto muito de expor o meu lado pessoal

O programa tem caráter jornalístico, com reportagens importantes não só para a população rural. Nele também são tratados assuntos referentes ao agronegócio e análises de mercado, além de quadros para todos os tipos de interesses, como “Curiosidades do Campo” e a “Receita da Semana”. É você quem decide o que entra e o que não entra em pauta?
Participo dessas decisões, mas não tão diretamente. O programa tem uma editora chefe, que é a jornalista Danyfran Rosa. É ela quem decide o que vai ao ar, quem toca a produção e a edição do programa. Minha participação é mais em relação aos textos das cabeças das reportagens e em algumas reportagens especiais. Também reviso textos de reportagens diretamente com os repórteres.

Atualmente as redes sociais acabam sendo também uma ferramenta de trabalho para os jornalistas. Você não tem Facebook mas tem Twitter . Por que utiliza somente um?
Na verdade não gosto muito de expor meu lado pessoal. Tenho conta no Twitter, mas confesso que pouco uso. Quanto ao Facebook, não senti necessidade, por enquanto, de ter uma conta. Quem sabe daqui para frente.

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