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Saúde | Edição #362 - 06/06/2013

Otimismo é “arma” no combate ao câncer

Sofrimento e angústia de se vivenciar um câncer se transformam em lição de vida para aqueles que o “sentiram na pele”

Bruna Silveira
Aluna de Jornalismo

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Realização de um dos vários eventos promovidos pela RFCC (Foto: Henrique Rosada)

Artigo da revista especializada Lancet Oncology, citado no site da BBC Brasil, e assinado por 70 especialistas, mostra que os novos casos de câncer devem aumentar 38,1% no

Brasil até 2020. Quando se fala em câncer tudo  remete a dor e tristeza. Muitos se entregam à doença e decretam o estar doente como o fim da vida. Em hipótese seria dizer que em pouco tempo grande parte do nosso país estaria sofrendo e sem expectativas de uma vida normal e saudável.

Para a gente que pega um exame positivo, é mesmo uma sentença de morte. A primeira coisa quem vem à cabeça é a morte

Em casos como o de Vanessa a recuperação é extremamente significativa, de modo que a doença passa a ser encarada como um processo simbólico, tendo um significado para aquele indivíduo. É o que ressalta Érika de Castro Simongini, no TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) “O adoecer de câncer e o processo de individuação”. “Alguns pacientes lidam muito bem com a doença, cirurgias e perdas. Conseguem dar novo sentido à vida, superando de forma saudável todos os limites e perdas ocorridas.”

Terapias incentivam “hóspedes” da RFCC
Rede Feminina de Combate ao Câncer, em Maringá, desenvolve projetos para melhor qualidade de vida dos pacientes
Nádia Viviane
Aluna de Jornalismo
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Maringá presta serviços para pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social acometidas pelo câncer.  Fundada em 1983 e localizada na avenida Cerro Azul, 1.979, é uma entidade filantrópica.  A rede feminina funciona como casa de apoio para as pessoas da região, bem como acompanhantes quando necessário, que se deslocam até Maringá para o tratamento oncológico, não dispondo de condições financeiras para custear a alimentação e estadia.
A entidade atende pessoas de qualquer faixa etária e desenvolve vários projetos que ajudam no processo de reabilitação dos pacientes, por exemplo a “ Terapia da Vida”. Esse projeto é voltado para crianças e adolescentes em tratamento que contam com o auxílio de terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistente social. A assistente social Suellen Galvan,27, disse que os atendimentos podem ser feitos nos domicílios, ajudando não só a criança, mas também a família.
Além das terapias, a rede feminina desenvolve eventos beneficentes, como o “ Chá da sexta”, “ Chácolate”, “ Semana solidária King Pizza”, entre outros. Segundo Suellen Galvan, a entidade orienta os pacientes que fazem tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), porque geralmente são famílias que precisam e dependem de atendimento da saúde pública.  “Geralmente, quando as pessoas estão acometidas pela doença, ficam bastante perdidas em relação a alguns direitos, tais como, o auxílio doença, benefício assistencial, vale transporte. Para essas situações, ela disse que a rede levanta caso a caso e orienta o paciente.
Depois de descobrir que o próprio filho estava com câncer, Gilmara Fausto Passos, mãe de Guilherme,8, acompanha de perto o trabalho da instituição. “ A rede feminina tem apoiado bastante meu filho nesse momento que ele está passando, o tratamento do câncer.
Além de oferecer apoio psicológico, eles ainda ligam perguntando se a gente está precisando de algo. Sei que para o que eu precisar, posso contar com eles”, disse Gilmara. Segundo ela as terapias não atendem só as crianças, mas também servem para os pais que são instruídos pelos psicólogos sobre como devem se portar diante dos filhos doentes.

Guilherme Passos, 8 anos, participa das terapias da RFCC (Foto: Cris Gabino)

Mas essa não é bem a realidade que vem sendo mostrada por casos como o de Vanessa Cristina Aquaroni, 39, professora, que há cinco anos trata um câncer de mama. “Para a gente que pega um exame positivo, é mesmo uma sentença de morte. A primeira coisa quem vem à cabeça é a morte.”

Hoje, ainda em tratamento mas com a experiência de ter “sentido na pele” a doença, ela se considera um exemplo, e o câncer uma lição de vida. “Muda tudo, a gente para e pensa, começa a dar valor a coisas que antes nem via, não tinha um sentimento.”

É complicado dizer o que se deve pensar ou fazer em um momento que se descobre ter uma doença, que com certeza, mudará o cotidiano, os pensamentos e o modo de ver e viver a vida.

Há pessoas e instituições que trabalham justamente com esse foco, prover qualidade de vida, enquanto houver vida. Esse é objetivo da RFCC (Rede Feminina de Combate ao Câncer).

Segundo a psicóloga Fabiana Carmen dos Santos, 28, que atualmente trabalha em Maringá na rede, esse acompanhamento proporcionado aos pacientes influencia muito na recuperação.

“Há acolhimento, muitas vezes o que falta em casa porque o dia a dia de todos é corrido e a rotina da família inteira muda. Aqui na rede eles encontram e acabam ganhando uma nova casa”, completa .

Alguns pacientes conseguem dar novo sentido à vida, superando de forma saudável todos os limites e perdas ocorridas

 

Muda tudo, a gente para e pensa, começa a dar valor a coisas que antes nem via, não tinha um sentimento

 

Há acolhimento, muitas vezes o que falta em casa porque o dia a dia de todos é corrido e a rotina da família inteira muda

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