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Esporte | Edição #362 - 06/06/2013

“A seleção está vivendo um dos piores momentos da história”

De olho na Copa o empresário Valdinei Cunha, o Nei, ex-goleiro profissional, relembra os 20 anos dedicados ao futebol

Lilian Vespa
Aluna de Jornalismo

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Desde a aposentadoria, Nei vive com a família em Maringá (Foto: Lilian Vespa)

O maringaense Valdinei Cunha, o Nei, 42 anos, já fez a torcida corintiana vibrar muito com as defesas. Essas que ajudaram o Timão a conquistar o segundo título do Campeonato Brasileiro em 1998. O goleiro também atuou no Fluminense – campeão carioca em 1995 -, Santos, Coritiba e Sport Recife. Atualmente, ele mora com a mulher e os dois filhos – ao contrário do pai, são jogadores de tênis – em Maringá, e é dono de uma empresa de eventos, localizada na av. Colombo.

Em um bate-papo com a reportagem do Jornal Matéria Prima, Nei relembra a época em que atuava no Corinthians, a aposentadoria e as expectativas em relação à Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Como você vê o atual momento do Corinthians, principalmente na organização do clube, já que o Timão se tornou um dos clubes mais modernos?
Hoje nós estamos vivendo um momento muito bom no País, não só no Corinthians, mas também em outros grandes clubes. Tive a oportunidade de jogar no Corinthians em 1996 e a estrutura já era razoável, mas não era igual à de hoje. Atualmente, temos profissionais qualificados lá dentro, o pessoal aprendeu a lidar com a parte de marketing do clube. Eles estão explorando bastante a imagem do time, com as vendas de camisetas, por exemplo. Hoje o Corinthians é um clube visto pelo mundo inteiro, principalmente agora que é campeão da Libertadores e do Mundial.

Quais são as recordações que você guarda da Libertadores de 1999, já que esse jogo acabou marcando a carreira de alguns jogadores, uns para o bem e outros para o mal?
Para nós, a Libertadores de 1999 foi bastante frustrante. Estávamos com uma equipe muito boa e tínhamos todas as condições de ganhar o torneio, isso ia marcar a carreira de todos nós. Mas encontramos pela frente um time muito bom, como o Palmeiras, e um goleiro como Marcos, que estava inspirado naquela noite, já que defendeu bola de tudo quanto era jeito. Para mim, foi um jogo que marcou bastante a minha carreira, para o lado ruim tanto por eu ter saído do time, como por termos perdido esse título.

Qual era a sensação de defender o Corinthians e ter ajudado a erguer a taça do Campeonato Brasileiro de 1998?
Foi um sonho realizado, desde pequeno sou corintiano. Grande parte dos garotos tem o sonho de jogar futebol, poder realizar esse sonho jogando no time do coração e conseguir ganhar um título de expressão tão grande como o Campeonato Brasileiro. Ainda mais que naquela época o Corinthians só havia ganhado um título desse campeonato.

A Copa do Mundo não é sinônimo de que quem ganha é o melhor

Jogador de futebol se aposenta relativamente cedo. Como foi para você, ainda novo, ter de pendurar as chuteiras?
No meu caso foi pendurar as luvas [risos]. É difícil, viu? Tenho 42 anos e sinto até hoje a minha aposentadoria. Parei com 30 anos, porém comecei cedo com, 14 anos eu saí de casa. Foram 20 anos dedicados ao futebol. Graças a Deus tive as minhas recompensas: as minhas conquistas, minha vida financeira, sonhos realizados. Mas é muito difícil parar, você tem de estar muito bem preparado psicologicamente.

Você passou por alguma história curiosa durante o período em que atuava?
Eu tive uma história que não foi curiosa, mas desastrosa. Nós fomos jogar a Libertadores (1998), em Quito, no Equador. Após o jogo, estávamos no avião, que ao tentar decolar, não conseguiu. Acabamos indo parar no meio de uma avenida. Graças a Deus ninguém perdeu a vida, mas alguns jogadores se machucaram. Depois para entrar no avião foi difícil, tinha jogadores que diziam que preferiam voltar de jegue e não queriam mais entrar no avião [risos].

Em relação à Seleção Brasileira, você acredita que o Brasil possa levar a taça da Copa?
Acho que a seleção está vivendo um dos piores momentos da história, principalmente em relação aos jogadores. O Brasil nunca teve problema na área de atacantes, diferente de hoje. Eu acredito que está vindo uma nova geração, muito boa, mas que ainda vai levar um tempo para eles se entrosarem e se confirmarem como grandes craques, por isso acho meio difícil. Por outro lado, a Copa do Mundo não é sinônimo de que quem ganha é o melhor. Com uma boa estratégia é possível ganhar o campeonato, e nós temos um grande estrategista que é o Felipão [Luiz Felipe Scolari].

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