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Jornal Matéria Prima

 
  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Crítica de Mídia | Edição #359 - 02/05/2013

Literatura interagindo com a informação

O medo de se soltar ao escrever a notícia, em alguns casos, transformou histórias graciosas em relatos sérios demais

Marcela Cruz
Aluna de Jornalismo

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Ao mesmo tempo em que há muito para ser contado, notícias para publicar e opiniões a dar, quando se trata de produzir textualmente tudo isso, a situação se complica e uma nuvem de dúvidas revoluteia sobre a cabeça de quem te uma pauta a cumprir.

Como contar uma história cheia de detalhes em tão poucas linhas? Como transformar uma entrevista pingue-pongue de uma hora em resumidas perguntas com respostas editadas?  Como identificar a região correta de um bairro? Essas foram algumas das perguntas que assombraram nas ultimas semanas os futuros jornalistas. As primeiras edições do Jornal Matéria Prima deste ano, até agora passaram por algumas interrogações, e o receio do erro é o principal culpado.

O medo de se soltar ao escrever a notícia, em alguns casos, transformou histórias graciosas em relatos sérios demais. Buscar o subjetivo em meio a uma reportagem pode ser o feeling da história. Segundo Luiz Beltrão, teórico da comunicação, é notório que a notícia pura e seca no jornalismo informativo não é suficiente para suprir o público ávido de informação e conhecimento.

“Não é com secura e aspereza que vamos ganhar a simpatia do leitor”

Felizmente as dúvidas estão, aos poucos, sendo respondidas. Estamos saindo do senso comum e começando a nos permitir ter um campo de vista amplificado. A suavidade começa a interagir entre informação e literatura. Na informação escrita o foco principal é a notícia, porém, é importante também conter atrativos para motivar e persuadir quem está lendo. É sempre bom lembrar que a palavra persuadir, persuasão e persuasivo provêm da palavra de raiz latina “svad” que significa doce, doçura.

Os textos devem ser suaves, “Não é com secura e aspereza que vamos ganhar a simpatia do leitor”, ressalta o especialista em linguística e semiótica Izidoro Blikstein. Fazer com que o leitor se sinta no cenário em que a notícia acontece é importante, porém, sem deixar que o texto fique demasiado solto. É essencial sobrelevar que estamos aqui para informar e opinar.

Podemos comparar o JMP a um navio. No começo, estávamos à deriva, sem norte, mas agora os motores estão começando a funcionar, a tripulação está animada, a capitã-professora sempre à frente, não deixando a embarcação perder o rumo. Avante tripulação. Quero esta embarcação a todo vapor!

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