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Cidade | Edição #361 - 31/05/2013

Ambulante usa caminhão contra desemprego

Vendendo frutas no bairro Aeroporto, ex-motorista de ônibus busca outra maneira de conseguir sustento para a família

Giovanni Froeming
Aluno de Jornalismo

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Salário do vendedor ambulante é melhor que o de motorista (Fotos: Giovanni Froeming)

Quem passa nos fins de semana pelo bairro Aeroporto, na Zona 8, região sul de Maringá, e vê com frequência um caminhão com frutas estacionado na rotatória das avenidas Dr. Gastão Vidigal com Senador Petrônio Portela, não imagina ser essa a solução encontrada pelo vendedor ambulante Alan Leodério de Souza, 33 anos, para resolver um grande problema.

Souza trabalhava como motorista de ônibus, e depois de ficar desempregado, teve a ideia de usar o caminhão para vender frutas. Há aproximadamente um mês na nova atividade, ele diz gostar do que está fazendo. “É uma maneira de ganhar dinheiro e prestar serviço à população.” O vendedor ambulante diz que prefere vender frutas porque “gera menos preocupação e é mais seguro do que carregar pessoas”.

Maria Joana Rodrigues, 63 anos, dona de casa, é uma das pessoas que compram as frutas que Souza vende. “É mais fácil comprar aqui [no caminhão] do que no mercado. A mercadoria é boa e a gente para e já compra”, completa.

É uma maneira de ganhar dinheiro e prestar serviço à população

Alan Souza revela que, como ambulante, o salário é melhor do que como motorista. Porém, ele não vê vantagens em trabalhar com o caminhão da forma que trabalha. “É perigoso. Às vezes chegam pessoas mal encaradas aqui e a gente tem um pouco de medo.”

Para trabalhar como vendedor ambulante é necessário ter autorização e pagar uma taxa, mas ele diz que não é fácil conseguir. “A prefeitura é burocrática para o vendedor ambulante. Deviam facilitar. O problema não é pagar a taxa, e sim a burocracia que se tem. Dá trabalho para conseguir essa autorização.”

A bioquímica aposentada Cleuza Castro, 56 anos, revela já ser freguesa e diz sempre comprar abacaxi, poncã e laranja. “A fruta daqui é de boa qualidade. A facilidade de comprar também é maior, só encosta [o carro] e compra.”

Vender frutas foi alternativa encontrada contra o desemprego

Souza só trabalha no bairro Aeroporto porque, segundo ele, existem outras pessoas que trabalham vendendo frutas em outros pontos da cidade. “Respeitamos os outros que também trabalham dessa forma e já estão em determinados locais.” Ele diz que trabalha só nos fins de semana para não atrapalhar o mercado que fica perto. “Como teve mercado que já reclamou com a gente, então preferimos não arrumar confusão”, completa o vendedor ambulante.

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