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Cidade | Edição #357 - 18/04/2013

Zona 5 de Maringá tem contrastes sociais

Lugar para todos. Assim é conhecido o Maringá velho bairro que abriga pessoas de todas as classes sociais

Cris Gabino
Aluna de Jornalismo

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Casarões de alvenaria disputam espaço com casas de madeira (Foto: Cris Gabino)

Bairro nobre onde se encontram pessoas importantes e talvez as mais belas casas da cidade. Assim é conhecida a Zona 5 de Maringá, também chamada Maringá Velho, localizada  na área central da cidade. É uma região de muito comércio, clínicas e hospitais. Por outro lado, muitos também conhecem essa região por seus contrastes sociais visíveis, onde há residências luxuosas disputando espaço com pequenas casas de madeira.

Aqui eu vou e volto, faço todas as minhas coisas sem sair do meu ambiente

Apesar de todas as diferenças o bairro é visto como calmo pelos moradores e muito acolhedor. A dona de casa Maria da Conceição Silva, 50, afirma que a a Zona 5 de Maringá oferece praticidade. “Aqui eu vou e volto, faço todas as minhas coisas sem sair do meu ambiente.” Ela é moradora ali desde que nasceu e diz que não troca de bairro “por nada neste mundo”. Perguntada se os contrastes sociais a assustam, abre um largo sorriso e responde que não. “Eu não sei o que pensam la fora,  mas aqui conheço muita gente, tanto ricos como pobres, e me dou muito bem com todos. Aqui as amizades existem.”

Não vejo problema algum [contrastes na Zona 5], a cidade é para todos e os bairros também

O advogado Arthur Lopes Correa, 45, é morador do bairro há 20 anos. Ele diz ter escolhido a Zona 5 para viver porque está em uma das melhores regiões da cidade.  Segundo ele, o bairro é pratico tem de tudo. Ao ser perguntado sobe as diferenças sociais, Correa responde sem pestanejar: “Não vejo problema algum, a cidade é para todos e os bairros também. Morar aqui, para mim, é ter tranquilidade, praticidade e harmonia”.

O professor Gilson Aguiar, 47, mestre em história e sociedade, analisa que os contrastes sociais existentes em um mesmo bairro podem ser explicados pela própria condição em que a ocupação imobiliária se deu na cidade. “A Zona 5 teve uma mudança mais lenta em comparação com outras regiões, porém com a valorização dos imóveis houve mudança no ambiente econômico.”

Aguiar ressalta que a valorização de um determinado espaço imobiliário gera dificuldade para a população de baixa renda se manter ali.“O conflito [de classes] existe e se prolifera. A estética da moradia retira a convivência tolerante entre as diferenças.”

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