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Cidade | Edição #357 - 18/04/2013

Pesqueiro na área urbana inspira história de amor

Casal dono do negócio engatou namoro, casamento e sociedade, tendo um pesque-pague como palco do romance

Giovanni Froeming
Aluno de Jornalismo

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Macedo e Rosa no pesqueiro onde a história de amor começou (Foto: Giovanni Froeming)

Um cliente que “paquerava” a funcionária viúva. Assim começa a história do casal que atualmente comanda o pesqueiro São José, que chama a atenção por funcionar dentro da área urbana (Zona 5) de Maringá. O pesque-pague era um negócio da família de Rosa Tait de Moraes, 53 anos, que, na época, trabalhava ali e conheceu João Cícero Macedo, 48 anos, empresário e cliente. O romance deu certo e Macedo conquistou o coração de Rosa. Eles se casaram e há aproximadamente seis anos tornaram-se donos do pesqueiro, depois de comprarem o negócio da família dela.

Atualmente o pesqueiro funciona de terça a domingo, das 9h às 22h. Na teoria, a segunda-feira é dia de descanso, porém, na prática, é o dia de fazer a limpeza e organização do ambiente. Dos quatro tanques de pescaria que havia ali, dois foram desativados por ordem do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), para o reflorestamento da área. Macedo não se queixa e diz que a clientela é boa porque não há muitas opções de lazer na cidade. “Ou o maringaense vai para um shopping ou para um pesqueiro”, completa.

Milton Luís Blanco, 53 anos, agricultor, afirma que gosta de ir ao pesqueiro para fugir do estresse do dia a dia. “Pescar é uma terapia, é um descanso para a mente.” Para ele, o fato de o pesqueiro estar localizado dentro da cidade é positivo. “Quando é só para lazer, quanto mais perto, melhor para as pessoas”, completa o agricultor.

Pescar é uma terapia, é um descanso para a mente

Porém, para João Cícero Macedo, estar na área urbana também tem dissabores. “A vantagem é que posso atender até mais tarde, é mais perto do centro, o cara que quer comer uma tilápia e beber uma cervejinha vem aqui. Mas também tenho que pagar IPTU, energia comercial e aluguel [do ponto] mais caro por estar na cidade.”

O policial Devanir Aparecido Custódio, 48 anos, cliente do pesqueiro há aproximadamente quatro, revela que gosta de ir ao São José por causa da tranquilidade. “É um ambiente que, mesmo sendo dentro da cidade, é tranquilo e foge da correria do dia a dia.”

Local conta com quatro tanques, porém dois estão desativados (Foto: Giovanni Froeming)

No pesqueiro servem-se almoço e porções. O espaço oferece música ao vivo nas tardes dos fins de semana. A mulher de Macedo diz que estudantes, famílias e até idosos sempre frequentam o local.

Ainda que tenham outras atividades, Macedo e Rosa gostam de ressaltar a importância do pesqueiro, não apenas por ser de onde tiram o sustento, mas por ser parte da própria história deles.

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