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Crítica de Mídia | Edição #346 - 28/08/2012

‘Erramos’ é indispensável em jornal de credibilidade

Seção editorial utilizada para retificar as falhas após a publicação demonstra compromisso com a verdade

Taís Nakakura
Aluna de Jornalismo

Comentários
 

Antes de uma notícia ser publicada, deve-se verificar a procedência das informações, bem como a existência de erros para que sejam corrigidos. Mesmo com os devidos cuidados, ainda é possível que informações erradas sejam publicadas. Quando isso ocorre, cabe ao veículo corrigir o erro, garantindo assim a transparência do trabalho dos jornalistas sobre o que é veiculado.

Em sites de conteúdo jornalístico a correção é facilitada pelas ferramentas da própria internet, que permitem a alteração do conteúdo a qualquer momento. Já em impressos, a correção necessita de uma seção especial que pode se chamar “Erramos”, como no jornal Folha de S. Paulo, ou “Errata” e até “Correção”, vistos em outros jornais. De acordo com o “Manual da Redação da Folha de S. Paulo, ao redigir essa seção, deve-se informar qual o erro cometido, corrigi-lo e procurar acrescentar informações didáticas.

Em geral, as pessoas não condenam quem erra, admite
e corrige. Condenável é
esconder o erro

A existência do “Erramos” mostra que há compromisso com o que é publicado e, portanto, deveria ser item indispensável em qualquer publicação confiável.

Embora seja o maior de Maringá e um dos maiores do noroeste do Estado, o jornal “Diário do Norte do Paraná”, não cultiva esse hábito. É um exemplo de jornal, que, mesmo após 38 ans de existência, não se preocupa em corrigir os erros que comete.

No livro “Jornalismo Diário”, a jornalista Ana Estela de Sousa Pinto lembra que o leitor tem direito à correção e, quando isso não ocorre, pode-se levar alguém que se baseie no texto à repetição dos erros. A falha pode também estar relacionada com a declaração de um entrevistado, o que pode atribuir a ele um erro que é do jornal. Sem o “Erramos” ou outra forma de correção, o leitor não saberá de quem partiu a informação errada.

Ter de admitir um erro não é fácil, mas no jornalismo é necessário. Uma imprensa relapsa cria cidadãos ignorantes e essa não é a função de quem tem compromisso com a verdade. Ana Estela afirma que “em geral, as pessoas não condenam quem erra, admite e corrige. Condenável é esconder o erro.” O maior erro do “Diário” é justamente não retificar diariamente os próprios erros.

Discussão e comentários »

Um comentário | Deixe seu comentário

Carol disse:

Gente, se o O Diário fosse publicar o “Erramos” o Jornal seria somente isso!

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Menina sonhadora que ainda tenta se encontrar no mundo peculiar do jornalismo

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