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Cidade | Edição #342 - 12/06/2012

Moradores vigiam a Vila Santo Antônio

Projeto leva os próprios vizinhos cuidarem das casas dos outros para inibir assaltos e garantir maior segurança

Sabrina Morello
Aluna de Jornalismo

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Vigiado pela Vizinhança

O projeto “Vigilância pela Vizinhança” da Vila Santo Antônio (Foto: Sabrina Morello)

Com casas antigas, praça e igreja no centro do bairro, a Vila Santo Antônio, região norte de Maringá, apresenta características de cidade pequena. Os vizinhos se conhecem e cuidam das casas do bairro. O projeto “Vigilância pela Vizinhança” é realizado desde o mês passado e é iniciativa da Associação Comunitária da Vila Santo Antônio (Acovisa).

O projeto ainda é novo, mas conta com aproximadamente 50 casas, de 159 associados, que são identificadas pela placa “Vigiado pela Vizinhança”, que custa R$ 10 e vem acompanhada por uma ficha para troca de informações. Os próprios vizinhos vigiam as casas dos outros mutuamente, para garantir maior segurança.

Se um ladrão quer entrar em uma casa, ele entrará com a placa ou não

Para o conselheiro da Acovisa Carlos Mariucci, artista plástico, as placas inibem os assaltantes e vândalos. “Os vizinhos se conhecem, um fica de olho na casa do outro. A placa faz com que os malfeitores fiquem acanhados”, conta. Ele ainda afirma que os moradores não usam mais outros meios de vigilância. “Com a placa, surge economia também, porque dispensamos o vigia noturno.”

Segundo Marco Quirino, 47, administrador da paróquia Santo Antônio de Pádua, apesar do projeto ainda estar em fase inicial, alguns moradores que ainda não possuem as placas estão se interessando pelo projeto. “As pessoas vêem a placa na minha casa e se interessam. Param para perguntar e querem comprar a placa também”, conta.

Apesar de bem divulgado o projeto, a placa não está chegando a todos os moradores. De acordo com o comerciante José Gaspar, que mora há 59 anos no bairro, a placa não foi oferecida para ele. “Ninguém me falou nada. Só vi [a placa] em algumas casas. Eu pago um guarda para rondar a minha loja à noite”, afirma.

Mesmo ainda sem conhecer resultados, alguns moradores dizem não acreditar que o projeto possa realmente inibir assaltos. É o caso da moradora M. B., 39, que preferiu não se identificar, e diz não acreditar na eficácia do projeto. “Me ofereceram a placa, aceitei para não causar atritos. Eu acredito que se um ladrão quer entrar em uma casa, ele entrará com a placa ou não”, diz.

Vigiado pela Vizinhança

A placa pretende inibir assaltos na Vila Santo Antônio (Foto: Sabrina Morello)

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Aspirante de jornalista. Apaixonada por esporte, mas descobrindo novas paixões na profissão.

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