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Cidade | Edição #339 - 01/05/2012

Pastos sobrevivem na lembrança de morador do Jardim Iguaçu

Mesmo urbanizado, bairro já foi área de pastoril; hoje, criação de grandes animais em quintais é proibida

Eliza Bondezan
Aluna de Jornalismo

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A cidade não é o espaço adequado para grandes animais (Foto: Eliza Bondezan)

Há 30 anos, terrenos do Jardim Iguaçu, na região sul de Maringá, eram usados para a alimentação de animais. Os donos de pequenos sítios vizinhos ao bairro levavam animais para engordarem ali. “Quando mudei para cá o lugar já tinha casas e asfalto, mas mesmo assim alguns pecuaristas insistiam em alimentar o gado aqui”, relembra o pastor aposentado Antenor Lino Macedo, 62. O bairro, hoje, é considerado de nível econômico mais elevado e quem o visita não imagina que ali o pasto era tão vasto.

A alimentação de grandes animais em perímetro urbano atualmente não é muito comum, mas ainda existem pessoas criando bichos de grande porte em casa. A Vigilância Sanitária não permite a prática, mas muitas vezes a Prefeitura faz “vista grossa”, devido ao tratamento que  animais recebem dos seus donos. “Animais como galinha, cabra, ovelha, cavalo e boi não são comuns de se ter em casa, mas muitas pessoas optam por isso devido ao apego a eles”, afirma Amauri Pereira, coordenador de áreas de fundo de vale da Prefeitura de Maringá. A fiscalização é feita, segundo ele, mas os casos punidos são aqueles denunciados e não os identificados a partir da fiscalização da saúde pública.

Em 1982, no Jardim Iguaçu, os moradores não se incomodavam com a prática do pastoril. Hoje a história é diferente, pois há mais acesso a informações e pode-se dizer que a criação desses animais em área urbana oferece riscos à saúde da população. É o que afirma o médico veterinário da Vigilância Sanitária de Maringá, Eduardo Alcantara Ribeiro. “Os riscos de infecção que um animal de grande porte pode apresentar [às pessoas] são notáveis, mesmo que o ambiente em que é criado seja limpo constantemente. Animais desse tipo devem viver em lugares apropriados a eles”, diz, referindo-se a sítios, chácaras e fazendas.

Independentemente das leis e das recomendações, o que fica na lembrança do aposentado Antenor Lino Macedo é o mais importante para ele. “Lembro-me muito bem que admirava o cuidado dos pecuaristas com seus animais. Eles passavam em frente de casa todas as manhãs e eu nunca me incomodei, porque a felicidade de ver animais do reino de Deus sendo bem tratados não tem preço, não há tristeza que perdure.”

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