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Política | Edição #338 - 17/04/2012

Mandarim, a língua da vez no Brasil

Aprender o idioma oficial chinês é uma das apostas do governo brasileiro para maior interação com a China

Igor Bonfim
Aluno de Comunicação Social

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Montagem sobre imagens/Igor Bonfim

Em fevereiro, o Itamaraty mandou à China diplomatas recém-formados para aprenderem mandarim, língua fluente naquele país, a fim de melhorar o grupo do Brasil na embaixada chinesa. Em 2011, apenas um deles dominava a língua do grande asiático. Aqueles que se derem melhor com o aprendizado ficarão na embaixada do Brasil em Pequim, capital chinesa. Não é à toa, a China é o maior destino das exportações brasileiras e a segunda maior economia do mundo.

O programa desenvolvido recentemente pelo órgão do governo concede ao estudante 20 horas semanais de estudos somente envolvendo a língua. Esse empenho parece ser inteiramente econômico, pois o País está cada vez mais ligado ao governo chinês. Os estudantes não irão somente aprender a língua, também conhecerão a cultura, em vários aspectos, como cuidar de um cachorro ao modo chinês. Primordial para um país, com o porte do Brasil, ter relações, não somente econômicas, mas também culturais, com seus parceiros. Mostrar interesse na história e comportamentos deles cria um vínculo mais amigável, abrindo, assim, mais portas para o comércio.

Pouco tempo atrás, a presidente, Dilma Rousseff esteve na China para tratar de negócios: política monetária, comercial, até mesmo política ambiental. Tomar a frente e fazer tal visita é crucial para conseguir mais da atenção dos chineses e mostrar que o Brasil está disposto a levar essa interação entre os dois países. Muito esperta, ao sair da Ásia, seu destino foi os Estados Unidos, maior economia mundial, viagem essa, para abordar quase os mesmos assuntos de quando foi à China.

Tanto envolvimento com a cultura chinesa certamente ultrapassará as fronteiras, igual ao que ocorreu com os Estados Unidos. Há muito tempo, para qualquer lugar que se olha, há frases construídas numa mistura entre os dois idiomas, tais como: “Faça o seu check-in”. Caso aconteça, agora com o idioma chinês, será um caos, pois a maioria do País desconhece o mandarim e alguns desconhecem até a própria língua nativa.

Nosso país tem a necessidade de ter uma embaixada com muitos diplomatas ativos e conhecedores da cultura chinesa, facilitando a penetração do Brasil naquele país. Isso não virá de graça, e as providencias já estão sendo tomadas. Porém, há que se cuidar para que a disseminação do mandarim não afete ainda m,ais nossa língua, já tão norte-americanizada.

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