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Cidade | Edição #332 - 06/09/2011

Jd. Laodicéia ainda sofre com erosão

Desde 2004 foi prometida pela prefeitura a revitalização do bairro, mas nada foi feito; os moradores agiram por si

Jefferson Aranda Lessa
Aluno de Jornalismo

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O Jardim Laodiceia fica próximo ao Parque dos Pioneiros (Bosque 2), Zona 4, centro de Maringá. Em 2009 o jornal <i>O Diário do Norte do Paraná</i> publicou reportagem acerca do problema da erosão no bairro, e as medidas que não foram tomadas pela prefeitura desde que constatou problemas nas residências devido ao solo instável. A reportagem do jornal <b>Matéria Prima</b> foi investigar o que a população e a prefeitura fizeram a respeito da situação.

O Córrego Betty passa nos fundos do Laodiceia, e por falta de atenção da prefeitura, acaba sendo a causa da erosão. Segundo a legislação ambiental, o município é responsável por manter as chamadas áreas de preservação permanente, que são faixas de 30 metros às margens de córregos que devem ter a vegetação mantida. O problema é que a área acabou desmatada.

Sem mais o que fazer, a população está desocupando o local; há casas demolidas e outras à venda. A moradora Maria Aparecida Nely, 60, pediu apoio à Secretaria de Meio Ambiente para solucionar o problema da erosão. Como retorno, segundo ela, a administração cedeu mudas de árvores para que ela mesma as plantasse. “O pessoal da prefeitura me pediu para assinar um contrato me comprometendo a plantar as árvores e preservar a região. Eu plantei e hoje o problema está mais controlado.”

Rosimara Ferreira, 40, também moradora do bairro, confirma que o maior problema atualmente não é a erosão, e sim as bocas de lobo mal conservadas que levam dejetos para o córrego, e trazem mau cheiro. Para ela, isso mostra claramente o descaso da prefeitura com o Laodicéia.

O Plano Diretor da cidade indica o bairro como “área em processo de qualificação”, ou seja, o Laodicéia não foi classificado, sendo que parte deveria integrar a zona de proteção ambiental.

O ex-diretor de Meio Ambiente e engenheiro agrônomo Mateus José Falleiros diz acreditar que a prefeitura deveria ter programado ações de recuperação para o bairro e para a área de proteção ambiental, tais como retirar a população do local, isolar a área afetada pela erosão e reflorestamento.Segundo ele, a prefeitura não deveria sequer ter autorizado o loteamento na região.

Apesar de a população pensar que a erosão está controlada, isso está longe de ser uma realidade. A moradora Maria Aparecida preserva com pequenas plantações apenas a área que faz fundo com a casa dela e da casa ao lado, já desocupada. O restante das casas ainda habitadas continua correndo riscos por conta do avanço da erosão e da falta de atenção do serviço público.

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